Médico reforça a importância do acompanhamento profissional aos cardiopatas; ouça a coluna ‘CBN Saúde’ com Fernando Nobre
Queda nos Atendimentos Cardiológicos durante a Pandemia
A pandemia de COVID-19 causou uma drástica redução nos atendimentos cardiológicos em todo o Brasil e no mundo. De acordo com o Dr. Fernando Nobre, mais de 50% dos pacientes com doenças cardíacas crônicas, como hipertensão e diabetes, deixaram de realizar suas avaliações rotineiras. Em alguns hospitais brasileiros, a queda chegou a 90% em exames essenciais, afetando pacientes oncológicos, gestantes e portadores de doenças crônicas.
Impacto na Saúde Cardiovascular
Essa redução nos atendimentos teve consequências graves. Houve uma queda de até 70% em procedimentos como angioplastia, com o Instituto do Coração (InCor) da USP registrando uma redução de 50%. A mortalidade por infarto, que é de aproximadamente 50% sem tratamento adequado, poderia ter sido ainda maior devido ao menor acesso a cuidados médicos. Uma das hipóteses para a diminuição da procura por socorro médico é o medo de contaminação pelo vírus, o que pode agravar o quadro cardíaco e levar à morte em casa.
Recomendações e Considerações Finais
O Dr. Marcelo Queiroga, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia, alerta para o risco aumentado de complicações em pacientes com doenças cardiovasculares devido à infecção pelo coronavírus. Embora a prevenção à COVID-19 seja fundamental, a manutenção da saúde cardiovascular não pode ser negligenciada. O risco de mortalidade por infarto e o controle inadequado de outras doenças cardíacas crônicas são maiores do que o risco de contrair o vírus ao buscar atendimento médico, desde que sejam tomados os devidos cuidados. É crucial que pacientes com doenças cardíacas continuem seus acompanhamentos médicos regulares, mesmo durante a pandemia.