Tempo em frente a ‘tela’ aumenta com trabalho, lazer e estudos remotos; ouça a coluna ‘Mundo Digital’, com Eduardo Soares
Desde o início da pandemia, em 2020, o mundo se conectou cada vez mais ao ambiente digital. Trabalho, estudos e lazer migraram para as telas, levantando questionamentos sobre os impactos dessa mudança na saúde e na qualidade de vida.
Tempo excessivo em frente às telas: um novo normal?
Uma pesquisa recente revela que o tempo médio diário dos brasileiros em frente às telas aumentou significativamente. De 6 horas e meia, saltou para 10 horas, incluindo celulares, computadores, notebooks e televisão. Esse aumento, equivalente a quase uma jornada de trabalho completa, acende um alerta sobre os hábitos e a saúde da população.
Impactos na saúde e na qualidade de vida
O aumento do tempo diante das telas impactou negativamente a qualidade de vida dos brasileiros, principalmente em relação à alimentação e à atividade física. A pesquisa indica um consumo maior de alimentos industrializados e um sedentarismo crescente. A falta de movimento, somada à interrupção de rotinas como caminhadas e interações presenciais, contribuiu para o quadro. Além disso, a alteração nos padrões de sono, com períodos mais longos de descanso, também foi observada, afetando o ritmo circadiano.
Leia também
Retomando hábitos saudáveis
Com o retorno gradual à rotina presencial, é crucial retomar hábitos mais saudáveis. Embora as telas sejam parte integrante da vida moderna, é importante estabelecer limites e buscar o equilíbrio. Utilizar os recursos de controle de tempo disponíveis em smartphones e computadores pode auxiliar nesse processo. Priorizar a atividade física, optar por uma alimentação equilibrada e regular o sono são medidas essenciais para mitigar os efeitos negativos do tempo excessivo em frente às telas e garantir uma vida mais saudável.