Reportagem CBN esteve na comunidade da Locomotiva para ouvir alguns moradores; o vídeo você confere em nossas redes sociais
A pandemia trouxe desafios enormes para moradores de comunidades, como mostra a realidade da Locomotiva, em Ribeirão Preto.
Uma comunidade em situação vulnerável
Localizada na zona norte da cidade, em área que pertencia à Fepasa, a Locomotiva abriga cerca de 350 famílias (1.300 pessoas). A maioria não possui escolaridade e vive de doações, enfrentando dificuldades para garantir o mínimo de subsistência.
A luta pela sobrevivência
Viviane Galdino da Costa, manicure, mora em um vagão de trem abandonado com o marido e dois filhos. Sem trabalho fixo, ela planta hortaliças para complementar a alimentação familiar, diante do alto custo dos alimentos no mercado. Seu marido trabalha com jardinagem, mas o rendimento é insuficiente. A comunidade também enfrenta a vulnerabilidade de ter muitos idosos, considerados grupo de risco para a Covid-19.
Solidariedade e desafios
Apesar das dificuldades, a comunidade demonstra resiliência. Seu Sebastião, de 73 anos, foi um dos primeiros a ser vacinado contra a Covid-19. O líder comunitário, Platini Nunes, relata que apenas três casos da doença foram registrados na Locomotiva, sem óbitos. No entanto, a redução das doações e o corte do Bolsa Família em algumas famílias agravam a situação. Iniciativas como parcerias com a Unha e Casa da Mulher garantem o acesso a itens de higiene e proteção, mas a necessidade de ajuda continua grande.
A reportagem destaca a persistência e a solidariedade dos moradores da Locomotiva, que buscam alternativas para enfrentar as adversidades impostas pela pandemia e pela falta de recursos. A situação demonstra a urgência de políticas públicas e ações que garantam o mínimo de dignidade e bem-estar para essas famílias.



