Instabilidade acontece desde o começo da semana, mas nesta quarta-feira (3) a situação piorou; passageiros reclamam do problema
O sistema de recarga do cartão de transporte coletivo de Ribeirão Preto está fora do ar desde a manhã de quarta-feira, deixando usuários sem possibilidade de repor saldo e impedindo o embarque de quem depende exclusivamente do ônibus para trabalhar e estudar.
Pontos de recarga tomados por passageiros
Usuários vêm notando instabilidade desde o início da semana, mas foi a partir das 7 horas de quarta que a situação se agravou: em diversos pontos de recarga do centro da cidade não é possível adicionar crédito ao cartão. Repórteres da redação acompanharam filas que se formaram em frente a um dos postos e entrevistaram passageiros que relatam frustração e prejuízo. Muitos têm dinheiro para recarregar, mas, diante da pane, não conseguem pagar e acabam sem transporte para cumprir compromissos e turnos de trabalho.
Alternativas mais caras e impacto no orçamento
Com o sistema indisponível, a opção por cartões avulsos ou por corridas de aplicativo tem se apresentado como solução temporária, porém mais onerosa. Atualmente a passagem integrada custa R$ 5, com direito a até R$ 3 em crédito para integração; já o cartão avulso passa a custar R$ 7 e oferece apenas R$ 1 de crédito. Na prática, quem precisa do crédito de integração pode ter que comprar múltiplos cartões avulsos, chegando a pagar até quatro vezes mais do que o custo normal das viagens. Usuários também relatam não conseguir pagar diretamente ao motorista, uma medida de segurança que agrava a situação para quem não tem saldo.
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Responsabilidade e ausência de prazo para solução
O consórcio Prohobano, responsável pelo sistema de recarga, informou que a pane ocorreu durante uma atualização e que equipes técnicas da empresa responsável pelo sistema se reúnem com o consórcio para resolver o problema. Não há previsão para normalização e, por enquanto, viajantes ficam sem alternativa prática, aguardando uma solução que permita retomar o abastecimento de saldo.
Moradores e trabalhadores que dependem do transporte público afirmam que o episódio expõe a vulnerabilidade de usuários com menos recursos e pressiona por respostas rápidas das empresas e das autoridades responsáveis.



