Fala do governador Wilson Lima (União) viralizou ao associar nome do site com o estado brasileiro; ouça no ‘Oficina de Palavras’
Nesta segunda-feira, o programa Oficina de Palavras analisou dois temas: o meme e a expressão “vergonha-lei”.
Memes: da biologia à internet
O termo “meme”, originário da biologia e criado na década de 1970, tornou-se popular na internet. Refere-se à repetição viral de vídeos ou áudios engraçados e muitas vezes absurdos. A viralização intensifica-se quando o criador do meme insiste na veracidade de seu conteúdo, mesmo que sem sentido.
Vergonha-lei: quando a falta de lógica viraliza
A expressão “vergonha-lei” descreve situações em que alguém defende uma ideia absurda com convicção, causando constrangimento em quem o ouve. Esse efeito é amplificado quando o indivíduo em questão é uma figura pública, como no caso recente do governador do Amazonas.
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O caso do Governador do Amazonas e a Amazon
O governador Wilson Lima gerou polêmica ao cobrar da Amazon o uso do nome “Amazonas”, argumentando que a empresa lucra com o nome do estado sem contrapartida. Em um vídeo publicitário, o Amazonas personificado “cobra” Jeff Bezos. Em sua defesa, o governador afirmou que não busca “hoyouts” ou “pix”, mas sim parceria. Ele destacou a origem grega da palavra “Amazonas”, referindo-se às guerreiras mitológicas, ignorando a relação com a palavra “mastectomia”. A situação gerou diversos memes, com outros estados brasileiros também considerando cobrar empresas que utilizam seus nomes.
A confusão gerada pela declaração do governador, incluindo a incorreta afirmação de que o Amazonas fica no Pará, resultou em uma situação que ilustra perfeitamente o conceito de “vergonha-lei”, tornando-se um meme viral. A polêmica destaca a importância da precisão em declarações públicas e o impacto das redes sociais na disseminação de informações, gerando discussões e memes que ecoam na internet.