Juro básico é o maior desde 2017; saiba os impactos da decisão com Nelson Rocha Augusto na coluna ‘CBN Economia’
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou a taxa Selic de 10,75% para 11,75%, em mais uma tentativa de controlar a inflação. Apesar de menor que os aumentos anteriores (1,5%), a decisão mantém a taxa básica de juros brasileira entre as mais altas do mundo.
Impactos da alta da Selic
A alta da Selic impacta diretamente o custo do crédito, encarecendo empréstimos e financiamentos. Por outro lado, pode ajudar a conter a inflação ao reduzir o consumo e os investimentos. A medida reflete a preocupação do Banco Central com a inflação, que deve ficar acima da meta este ano, influenciada por fatores como a guerra na Ucrânia e a alta do preço do petróleo.
Cenário econômico e projeções
O comunicado do Copom indica a expectativa de uma inflação de 6,3% para este ano (meta de 5%), mas projeta uma queda para 3,2% em 2024. O Banco Central sinaliza o fim do ciclo de aperto monetário, com a possibilidade de mais um aumento em maio, seguido por reduções posteriores, caso a inflação se comporte como esperado. A inflação, segundo especialistas, deve subir ainda mais antes de começar a cair.
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Contexto internacional
O aumento da Selic ocorre em um contexto global de combate à inflação. Os Estados Unidos também elevaram sua taxa de juros, após um longo período, refletindo uma economia aquecida e a necessidade de controlar a inflação, que se tornou um fenômeno mundial. A guerra na Ucrânia e a alta dos preços de alimentos e energia contribuem para esse cenário inflacionário global, impactando as economias de todo o mundo, inclusive a brasileira. A ação do Federal Reserve, banco central americano, em reduzir a compra de ativos e iniciar a venda de parte de sua carteira, também influencia o cenário econômico internacional.
O cenário econômico global permanece incerto, com a inflação como um desafio para diversos países. O acompanhamento dos desdobramentos da guerra na Ucrânia e das decisões dos bancos centrais será crucial para a definição das próximas estratégias econômicas.