Nos EUA o FED manteve a taxa de juros local próxima de 0%; ouça a coluna ‘CBN Economia’ com Nelson Rocha Augusto
O Federal Reserve (FED), banco central americano, divulgou ata mantendo as taxas de juros próximas de zero, mas sinalizando aumentos futuros. Essa decisão reflete a percepção de uma inflação temporária nos EUA, com expectativa de queda breve. Apesar disso, o FED indicou a redução gradual da compra de títulos, atualmente em US$ 120 bilhões mensais, como preparação para o aumento das taxas de juros, previsto para 2023.
Taxas de Juros nos EUA e suas Implicações Globais
A decisão do FED de manter as taxas de juros baixas, enquanto sinaliza futuros aumentos, gera incertezas no mercado internacional. A expectativa de aumento das taxas em 2023 preocupa países como o Brasil, que podem enfrentar impactos negativos devido à redução da liquidez global e ao aumento dos juros externos.
Cenário Brasileiro e a Ação do COPOM
Em contraponto à situação americana, o Brasil enfrenta inflação elevada, com índices acumulados em 10% nos últimos 12 meses. O Comitê de Política Monetária (COPOM) elevou a taxa de juros em 1 ponto percentual, para 6,25%, e sinalizou novo aumento em outubro. Apesar da alta, a taxa de juros real permanece negativa. O Banco Central brasileiro busca ancorar expectativas e controlar a inflação, projetando uma taxa de 4,5% para 2022. Entretanto, a rigidez de preços no Brasil, influenciada por fatores como oligopólios e aumentos em alimentos, combustíveis e energia, torna incerta a previsão de queda tão significativa da inflação.
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Perspectivas e Desafios
A previsão de queda da inflação no Brasil, embora esperada, enfrenta desafios significativos devido à rigidez de preços e à complexa dinâmica econômica nacional. A comparação com a situação americana, onde a expectativa de queda inflacionária é mais otimista, destaca as diferenças contextuais e a necessidade de monitoramento constante da situação brasileira.