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Paralisação dos caminhoneiros gera prejuízo de mais de 1 bilhão nas usinas

Greve deixou 27 usinas de açúcar e etanol paradas na região de Ribeirão Preto
Paralisação dos caminhoneiros
Greve deixou 27 usinas de açúcar e etanol paradas na região de Ribeirão Preto

Greve deixou 27 usinas de açúcar e etanol paradas na região de Ribeirão Preto

Paralisação dos Caminhoneiros Causa Prejuízo Bilionário ao Setor Sucroenergético

O setor sucroenergético da região Centro-Sul do Brasil, especialmente em Ribeirão Preto, sofreu um prejuízo superior a R$ 1 bilhão devido à paralisação dos caminhoneiros, segundo relatório divulgado pela União das Usinas de Cana de Açúcar (Unica). Esse valor representa a receita deixada de arrecadar com a comercialização de açúcar e etanol.

Queda na Produção e Exportação

Além das perdas financeiras, houve uma significativa queda na produção e na exportação de derivados da cana. As usinas registraram uma redução de 45,87% nas vendas de açúcar para o exterior em comparação ao mesmo período da safra anterior. O diretor técnico da Unica, Antônio Dipado Rodrigues, explica que a paralisação impactou não apenas a produção, mas principalmente a logística de entrega do produto, afetando tanto o mercado interno quanto o externo.

Desafios e Incertezas para o Setor

Apesar da normalização da situação, persistem desafios. A redução no preço do diesel, anunciada pelo governo, não foi suficiente para resolver o problema do frete, que continua elevado. 27 usinas na região de Ribeirão Preto ficaram paradas, representando 26% da produção de açúcar e etanol do estado de São Paulo, 15,6% da região Centro-Sul e 14,4% da produção nacional. A greve causou uma retração de 30% na produção de açúcar entre a primeira e a segunda quinzena de maio, resultando em uma redução de 4% no acumulado do ano. As incertezas políticas para o ano também preocupam o setor, principalmente em relação à possibilidade de políticas que possam impactar negativamente a produção de etanol.

O setor busca alternativas para evitar crises futuras. O Renovab, programa de incentivo aos biocombustíveis, é apontado como uma solução importante para garantir a sustentabilidade do setor. A manutenção de políticas que favoreçam o etanol é crucial para a saúde da economia nacional e para a estabilidade do setor sucroenergético. As projeções para a safra de 2018 indicam uma maior produção de etanol em relação ao açúcar, com uma proporção de 65,5% da cana destinada ao etanol no primeiro semestre e 34,5% no segundo.

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