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Paralisação dos ônibus surpreende muitos passageiros no Terminal Evangelina de Carvalho Passig, em Ribeirão

Trabalhadores 'cruzaram os braços' por atrasos nos salários; apenas 50% foi pago no último mês
Paralisação ônibus Ribeirão
Trabalhadores 'cruzaram os braços' por atrasos nos salários; apenas 50% foi pago no último mês

Trabalhadores ‘cruzaram os braços’ por atrasos nos salários; apenas 50% foi pago no último mês

Greve dos Motoristas de Ônibus Causa Transtornos em Ribeirão Preto

Impacto na População

A paralisação dos motoristas de ônibus em Ribeirão Preto, iniciada na manhã desta terça-feira, causou grande impacto na rotina dos moradores. Com nenhum dos 340 ônibus circulando, passageiros ficaram sem transporte público, gerando filas e transtornos em diversos pontos da cidade, incluindo o Terminal Central. Muitos cidadãos, inclusive de cidades vizinhas como Barrinha, Sertãozinho e Pradópolis, foram pegos de surpresa pela greve, sem alternativas de transporte para chegar ao trabalho ou outros compromissos.

Motivos da Paralisação

A greve é motivada pelo atraso no pagamento dos salários referentes ao mês de janeiro. Os trabalhadores receberam apenas metade do valor devido, o que levou motoristas e sindicatos a cruzar os braços. A falta de comunicação prévia sobre a paralisação contribuiu para o caos enfrentado pela população, que se viu obrigada a buscar alternativas como táxis e aplicativos de transporte, muitas vezes com custos bem superiores ao transporte público.

Reações e Desdobramentos

Testemunhos coletados pela reportagem revelam a dificuldade enfrentada pelos cidadãos. Um auxiliar de produção de Sertãozinho relatou a necessidade de recorrer a um Uber, com custo muito mais elevado que o habitual. Uma estagiária que mora na região e trabalha em Ribeirão Preto também foi surpreendida pela paralisação e relatou a incerteza sobre como será o transporte nos próximos dias. Motoristas que tentaram usar aplicativos de transporte individual se depararam com preços exorbitantes, tornando inviável o deslocamento para o trabalho. A situação também impactou o trabalho de mototaxistas, que relataram aumento na demanda e, em alguns casos, a dificuldade de aumentar os preços por questões éticas. A movimentação no Terminal Rodoviário foi maior que o normal, enquanto o Terminal Evangelina Pacifique registrou menor fluxo de pessoas.

A greve dos motoristas de ônibus em Ribeirão Preto expôs a fragilidade do sistema de transporte público e a vulnerabilidade da população diante de imprevistos. A falta de comunicação e o atraso no pagamento dos salários geraram um cenário de caos e prejuízos para a população, que busca soluções para garantir sua mobilidade na cidade.

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