Bruno Silva analisa a atual situação do processo de revitalização de uma das principais avenidas de Ribeirão Preto
A revitalização da Avenida 9 de Julho, em Ribeirão Preto, enfrenta novos desafios. A nova licitação para a retomada das obras, anunciada na sexta-feira, apresenta um aumento de R$ 3 milhões no orçamento, saltando de aproximadamente R$ 30 milhões para R$ 34 milhões.
Aumento de Custos e Impasses Jurídicos
O aumento de custos reflete as mudanças de valores ao longo do tempo e as dificuldades em manter o orçamento inicial. A recusa da empresa que havia ficado em segundo lugar na licitação anterior em assumir a obra pelo valor original contribuiu para o reajuste. Além disso, a judicialização do processo, envolvendo a empresa que anteriormente realizava as obras, cria incerteza sobre a conclusão do projeto. A prefeitura recorrerá da decisão judicial, mas a pendência jurídica permanece.
Preocupações de Moradores e Comerciantes
A situação gera preocupação entre moradores e comerciantes da região, impactados pelas interrupções e pela incerteza quanto ao futuro da revitalização. A formação de um comitê de acompanhamento das obras e uma campanha de mobilização demonstram a preocupação da comunidade e a busca por diálogo com a prefeitura. Embora a prefeitura não tenha atendido a todas as reivindicações, o diálogo e a concessão em alguns pontos, como a implantação de bolsões de estacionamento, mostram um esforço de comunicação e negociação.
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Próximos Passos e Reflexões
A nova licitação terá abertura de envelopes no dia 18 de março na Secretaria de Administração. O processo, embora burocrático e sujeito a possíveis atrasos e questionamentos judiciais, demonstra a tentativa da prefeitura de seguir adiante com o projeto. A transparência e o acompanhamento da sociedade civil organizada são cruciais para garantir a eficiência e a conclusão das obras. A experiência ressalta os desafios comuns em obras públicas no Brasil, desde a contratação até a execução, e a importância da fiscalização e do engajamento da comunidade para evitar impasses e garantir o melhor uso do dinheiro público.