Grupo foi distribuído entre Ribeirão Preto e Taquaritinga; voluntários ajudam na assistência dos imigrantes
Em Ribeirão Preto e Taquaritinga, interior de São Paulo, 12 venezuelanos encontraram abrigo neste mês, fruto de uma parceria entre uma universidade particular e o Exército Brasileiro. Foragidos da fome e da crise em seu país de origem, eles buscam um novo recomeço no Brasil.
Um novo começo em terras brasileiras
Os refugiados venezuelanos chegaram ao Brasil após uma longa e difícil jornada. Carmen, uma estilista que perdeu parcialmente a visão, relata a alegria de estar com sua família e a esperança de um futuro melhor. Seu esposo, Carlos Jesus, já conseguiu emprego como auxiliar de manutenção. Outro caso marcante é o de Linoarca Villas Mil, que passou quase um ano nas ruas de Boa Vista (RR) antes de chegar a Taquaritinga. Ela descreve as dificuldades de deixar para trás sua família e o sofrimento de viver em um país em crise, sem emprego, comida ou acesso à saúde.
Integração e apoio
O programa que acolheu as famílias em Taquaritinga oferece moradia temporária enquanto os venezuelanos mantêm vínculo trabalhista com a instituição. Após esse período, eles têm liberdade para procurar outros empregos. A recepção na cidade foi calorosa, com doações de alimentos e móveis. Voluntários como Regina Fontanelli auxiliam na adaptação, matriculando as crianças na escola, levando-as ao posto de saúde e garantindo a vacinação. Linoarca, que trabalha como ajudante de limpeza na universidade, demonstra gratidão pela oportunidade, mas ainda sente saudade da família que ficou na Venezuela.
Leia também
Esperança e reconstrução
A iniciativa demonstra o esforço conjunto de instituições privadas e públicas em auxiliar os refugiados venezuelanos. A trajetória de Carmen, Carlos Jesus e Linoarca, apesar das dificuldades, representa a esperança de reconstrução de vidas e a busca por um futuro digno em um novo país. A solidariedade e o apoio da comunidade são fundamentais para a integração e o sucesso dessa jornada.



