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Parcerias transformam terrenos abandonados em praças na Zona Oeste

Iniciativa do poder público, privado e da população reaproveitaram dois espaços e servem de exemplo em Ribeirão Preto
praças Zona Oeste
Iniciativa do poder público, privado e da população reaproveitaram dois espaços e servem de exemplo em Ribeirão Preto

Iniciativa do poder público, privado e da população reaproveitaram dois espaços e servem de exemplo em Ribeirão Preto

Duas novas praças transformam áreas degradadas em espaços de convívio no Jardim Monte Carlo, zona oeste de Ribeirão Preto.

Da ocupação irregular à revitalização participativa

O que antes era local de ocupação irregular e acúmulo de entulhos, criadouro de mosquitos da dengue e outras doenças, se tornou um exemplo de revitalização urbana. A transformação das duas áreas foi possível graças à participação ativa da população, que inicialmente se mobilizou para impedir novas ocupações irregulares e, posteriormente, colaborou ativamente na construção das praças. Daniel Rodrigues Marcusi, presidente da Associação de Moradores, destaca a importância do acampamento realizado na área para evitar novas invasões, que coincidiu com o início da urbanização.

Parceria público-privada e economia de recursos

A revitalização foi uma parceria entre as secretarias de Infraestrutura e Meio Ambiente de Ribeirão Preto. Mesmo em um período de crise financeira e política, o projeto avançou graças à contribuição de empresas e moradores que doaram materiais e mão de obra. Segundo o secretário de Meio Ambiente, José Roberto Bonetti, a parceria resultou em uma economia significativa: o custo total foi de R$ 180 mil, enquanto a construção tradicional pelas empreiteiras custaria cerca de R$ 1 milhão. Este modelo já foi aplicado em outras 11 praças da cidade.

Manutenção e adoção de espaços públicos

A iniciativa representa uma nova visão de participação social na preservação de espaços públicos. O secretário Bonetti enfatiza que a participação da comunidade garante a preservação das áreas a longo prazo. A prefeitura de Ribeirão Preto possui cerca de 270 praças, sendo que algumas ainda estão semi-urbanizadas. Marcelo Reis, coordenador de limpeza urbana, explica que a participação dos moradores na manutenção das praças deve ser registrada na prefeitura, que oferece suporte técnico para atividades como plantio, corte de grama e recolhimento de galhos. Empresas que adotam praças por cinco anos podem explorar publicidade local, assumindo a responsabilidade pela manutenção durante o período. Em caso de vandalismo ou crimes, os moradores devem acionar a Polícia Militar (190) ou a Guarda Municipal (199).

A transformação das áreas degradadas em praças demonstra o poder da participação comunitária na melhoria da qualidade de vida urbana, mostrando que a união entre moradores, poder público e iniciativa privada pode gerar resultados positivos e sustentáveis, otimizando recursos e garantindo a preservação dos espaços públicos para o benefício de todos.

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