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‘Parou’ de fumar, mas segue usando cigarro eletrônico? Ledo engano…

Saiba mais sobre os malefícios do 'vape' com o cardiologista Fernando Nobre na coluna 'CBN Saúde'
cigarro eletrônico
Saiba mais sobre os malefícios do 'vape' com o cardiologista Fernando Nobre na coluna 'CBN Saúde'

Saiba mais sobre os malefícios do ‘vape’ com o cardiologista Fernando Nobre na coluna ‘CBN Saúde’

Cigarro eletrônico: um falso aliado contra o tabagismo?

O engano do cigarro eletrônico

Recentemente, me deparei com uma situação surpreendente: uma pessoa que havia se orgulhado de ter parado de fumar estava usando um cigarro eletrônico. Ao questioná-la, alegou que o dispositivo fazia parte de seu processo de interrupção do tabagismo, acreditando ter eliminado o vício. Essa situação revela um duplo engano: primeiro, a falsa impressão de ter parado de fumar; segundo, a crença de que o cigarro eletrônico não envolve o consumo de tabaco e auxilia no abandono do hábito.

A indústria do tabaco e a enganosa estratégia de marketing

A indústria do tabaco emprega táticas enganosas para convencer o público de que os cigarros eletrônicos são inofensivos e contribuem para o abandono do tabagismo. Essa estratégia se baseia na ingenuidade do consumidor e na má-fé do produtor. É difícil acreditar que uma indústria que lucra com o vício do tabaco criaria um produto que o eliminasse, considerando os anos de vida roubados pelos seus produtos. A realidade é que os cigarros eletrônicos causam danos à saúde tão graves quanto os cigarros convencionais, sem contribuir para a cessação do tabagismo.

Os perigos dos sabores e aromas

Para piorar, a adição de sabores e aromas, como mentol, chocolate e baunilha, torna os cigarros eletrônicos ainda mais atrativos, principalmente para adolescentes e jovens. Nos Estados Unidos, a FDA (Food and Drug Administration) proíbe o uso de cigarros eletrônicos e condena veementemente o uso de aditivos. Dados de 2019 apontam que mais de 18 milhões de pessoas com 12 anos ou mais consumiam esses produtos no país, impulsionadas por essas estratégias. Estudos demonstram que o banimento de sabores poderia evitar centenas de milhares de mortes. Em 2020, uma pesquisa com 550 mil jovens revelou que 58% deles haviam consumido cigarros eletrônicos com aditivos aromáticos nos 30 dias anteriores. A indústria do tabaco parece ignorar os danos causados por seus produtos, criando novos mecanismos para estimular o consumo e lucrar com a saúde das pessoas.

Em suma, a utilização de cigarros eletrônicos não representa uma solução para o tabagismo, pelo contrário, contribui para a manutenção e propagação do vício, causando danos à saúde e elevadas taxas de mortalidade. É fundamental conscientizar a população sobre os riscos associados ao uso desses produtos.

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