Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Lis Canello
Após seis meses e vinte e três dias de portas fechadas, o Parque Maurílio Biagi, em Ribeirão Preto, reabriu inesperadamente no último sábado, impulsionado por um ato de protesto organizado nas redes sociais. A reabertura pegou muitos frequentadores de surpresa, como Erasmo Belute, de 63 anos, que soube da novidade enquanto caminhava nos arredores.
O Longo Período de Fechamento
Belute, um aposentado que frequentemente utiliza o parque para suas caminhadas, questionou a demora na reabertura. “Em termos de segurança, o parque é muito mais interessante para nós fazermos caminhada”, afirmou, expressando sua incompreensão diante do longo período em que o espaço permaneceu inacessível. “Eu só não entendi o motivo, o real motivo, de tanta demora. Eu acho que isso é incompetência dos gestores.” O parque foi fechado pela prefeitura em julho do ano passado devido a uma infestação de carrapatos-estrela, possivelmente trazidos por capivaras que habitam a região.
Novos Hábitos e Preocupações Persistentes
Com o parque fechado, muitos moradores, como a enfermeira Natália Cristina, adaptaram suas rotinas de exercícios, buscando alternativas nas redondezas. Agora, de volta ao parque, Natália adotou novos hábitos para mitigar os riscos. “O parque é mais fechado, a briga é mais pessoal, não tem risco de trânsito, não tem que atravessar a rua. É bem melhor, né?” Apesar disso, a preocupação com os carrapatos persiste: “Não sei, na verdade tem, né? Por causa do dado grama, ainda tem as flaquinhas, mas eu fico só na rua aqui, na cana do salto.”
Desafios e Soluções em Debate
Lúcia Taveira, coordenadora do programa de controle de vetores de Ribeirão Preto, ressalta que o parque ainda representa riscos à população. “Ele foi reaberto, mas isso não significa que as pessoas devem relaxar quanto aos cuidados. Os cuidados precisam ser mantidos.” Ela orienta os visitantes a não alimentar as capivaras e a evitar áreas de gramado. Sugestões para o controle de carrapatos não faltam, como a do aposentado Luís Cádulos Perruti, que critica a ineficácia das medidas atuais e propõe a instalação de telas nas margens dos rios para impedir o acesso das capivaras.
A reabertura do Parque Maurílio Biagi traz alívio para muitos frequentadores, mas a necessidade de manter a vigilância e buscar soluções eficazes para o controle dos carrapatos permanece como um desafio a ser enfrentado.



