Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Lis Canello
O Parque Maurílio Biagi, um dos mais movimentados de Ribeirão Preto, permanece fechado desde 8 de julho do ano passado devido a uma persistente infestação de carrapatos. O que era para ser uma medida provisória se estende, causando transtornos aos frequentadores e levantando questionamentos sobre a efetividade das ações de controle.
A Ausência de Manutenção e o Descontentamento da População
A operadora de telemarketing Bárbara Estil, que passa diariamente em frente ao parque, relata a ausência de movimentação de funcionários da limpeza. “Passo todos os dias, mas não vejo movimento de nenhum funcionário”, afirma. A falta de manutenção agrava a situação e frustra os moradores, que anseiam pela reabertura do espaço para atividades físicas e lazer.
A Complexidade do Controle de Carrapatos
O entomólogo e pesquisador Carlos Alberto Pérez, da USP, explica a dificuldade em eliminar os focos de carrapatos. Além das capivaras, hospedeiras conhecidas, gambás e cutias também contribuem para a proliferação dos parasitas. “Já pegamos cutias com 750 carrapatos e gambás com até 500”, revela o pesquisador, destacando o desafio de controlar a população desses animais em áreas urbanas.
Medidas de Contenção e a Incógnita da Reabertura
A USP de Ribeirão Preto também enfrentou problemas com carrapatos, chegando a fechar a pista de atletismo após casos de picadas. A universidade reforçou as medidas de contenção, aplicou veneno e alertou a população sobre os riscos. No entanto, no caso do Parque Maurílio Biagi, a prefeitura ainda não divulgou uma data para a reabertura. Além dele, outros dois parques da cidade permanecem fechados, ampliando o impacto da situação na qualidade de vida dos moradores.
A persistência do problema no Parque Maurílio Biagi demonstra a complexidade do controle de pragas em áreas urbanas e a necessidade de ações coordenadas e contínuas para garantir a segurança e o bem-estar da população.



