Confira os detalhes com Marcelo Fontes na coluna ‘De Olho na Política’
Repasse polêmico de R$ 17 milhões para o Consórcio PróUrbano
A Câmara Municipal de Ribeirão Preto discute um repasse de R$ 17 milhões à empresa de ônibus Consórcio PróUrbano. A prefeitura justifica o valor alegando prejuízos desde março de 2020, devido à pandemia, com a necessidade de colocar mais ônibus em circulação para evitar aglomerações.
Discussão acirrada na Câmara
O projeto de repasse, que prevê uma primeira parcela de R$ 7 milhões e cinco parcelas de R$ 2 milhões, enfrenta resistência na Câmara. Vereadores como Lincoln e Marcus Papa questionam a proposta, alegando insatisfação dos passageiros com o serviço e a ocorrência de aglomerações mesmo durante a pandemia. A ausência de pedido de urgência permite maior tempo para discussão e análise do projeto.
Histórico de repasses negados
Este é o quarto pedido de repasse da prefeitura ao setor de transporte público de Ribeirão Preto em razão da pandemia. Anteriormente, a Câmara rejeitou dois pedidos de repasse à Transerp, totalizando R$ 4,8 milhões, e outro pedido de R$ 4,5 milhões para o PróUrbano referente à gratuidade estudantil. A justiça chegou a intervir em um dos casos da Transerp, determinando o pagamento devido a salários atrasados dos funcionários.
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A contrapartida do Consórcio PróUrbano seria manter os salários dos funcionários em dia e continuar prestando serviço. A prefeitura argumenta que há um desequilíbrio econômico no contrato devido à redução no número de passageiros. A situação promete gerar debates acalorados nos próximos dias na Câmara Municipal.