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Participação de menores no tráfico de drogas tem redução em Ribeirão Preto

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Tráfico de drogas
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Um levantamento recente do núcleo de atendimento integrado que presta assistência ao menor infrator revela uma tendência promissora em Ribeirão Preto: a participação de adolescentes no tráfico de drogas recuou 18% nos últimos três anos. Enquanto em 2012, 1758 adolescentes foram apreendidos, no ano passado esse número caiu para 1432. A maioria dos casos envolve adolescentes entre 16 e 17 anos, residentes na zona oeste da cidade, que não trabalham nem frequentam a escola.

O Papel Crucial da Família

Ana Paula de Paiva, coordenadora de medidas socioeducativas do NAI, atribui essa redução à maior participação das famílias na educação dos filhos. Segundo ela, o engajamento familiar é fundamental para o sucesso das ações de prevenção e combate à violência e ao uso de drogas. “Se o pai, a mãe, o tio, a avó, ou seja, o guardião, não observar e entender a necessidade real do filho, é difícil o município, o estado ou a sociedade alcançar o sucesso no combate à violência”, afirma.

Mapeamento e Ações Preventivas

O mapeamento detalhado do perfil dos adolescentes infratores permite ações preventivas mais eficazes. O juiz da infância e da juventude, Paulo César Gentili, explica que Ribeirão Preto está elaborando o plano municipal de atendimento socioeducativo, um conjunto de normas que orientará as ações de intervenção e prevenção com adolescentes autores de atos infracionais. “Conhecer o perfil do adolescente infrator, o tipo de crime que ele pratica, a região onde os crimes são praticados e a condição socioeconômica e de escolaridade desse adolescente orientará as ações do plano municipal”, detalha.

Perfil dos Adolescentes Infratores

Outro dado relevante é que 62% dos jovens não tinham vícios em drogas. O tráfico de drogas é o crime mais cometido por eles, representando 55% dos casos, seguido por roubo (25%) e furto (15%). O novo plano de atendimento socioeducativo, que incorporará esses dados, terá validade de 10 anos na cidade.

Os dados apontam para a importância de políticas públicas focadas na educação, no apoio familiar e na prevenção ao uso de drogas para reduzir ainda mais a participação de adolescentes no mundo do crime.

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