Campanha Novembro Roxo faz alerta sobre o crescente número de prematuros; professor da Unesp explica causas e consequências
O parto prematuro é um problema de saúde pública global, sendo a principal causa de mortalidade infantil. No Brasil, ocupa a décima posição no ranking mundial de crianças com até cinco anos que nasceram prematuramente.
Causas do Parto Prematuro
Vários fatores contribuem para o parto prematuro. Problemas genéticos e histórico familiar de doenças congênitas aumentam o risco. Doenças maternas como diabetes e hipertensão também são fatores de risco significativos. A idade materna também influencia; acima de 35 ou 40 anos, o risco aumenta consideravelmente, assim como o risco de doenças congênitas como a Síndrome de Down.
Importância do Pré-natal e Acompanhamento Médico
O acompanhamento pré-natal é crucial para a detecção precoce de problemas como diabetes e hipertensão, permitindo intervenções que reduzem o risco de parto prematuro. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece esse acompanhamento, garantindo acesso mesmo para populações de baixa renda. É importante que gestantes realizem o monitoramento da pressão arterial e da glicemia regularmente.
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Consequências a Longo Prazo
Bebês prematuros, especialmente aqueles com baixo peso ao nascer (menos de 2 kg), apresentam maior risco de desenvolver doenças cardiovasculares na vida adulta. Embora a herança genética desempenhe um papel, doenças maternas desenvolvidas durante a gravidez também podem causar alterações genéticas no feto. Um estudo da Unesp mostrou que indivíduos que nasceram com baixo peso têm maior probabilidade de desenvolver hipertensão e diabetes na fase adulta, mesmo sem histórico familiar dessas condições. A conscientização sobre o parto prematuro e a importância do acompanhamento pré-natal são essenciais para reduzir os riscos e melhorar a saúde materna e infantil.



