Viação Rápido D’Oeste alegou que cumpre todas as exigências; Artesp infirmou que já autuou a empresa sete vezes
Passageiros enfrentam superlotação em ônibus que liga Luiz Antônio a Ribeirão Preto
Ônibus lotados e passageiros em pé
A superlotação em ônibus que fazem o trajeto entre Luiz Antônio e Ribeirão Preto tem gerado reclamações de passageiros. Um ouvinte da CBN denunciou que a linha da empresa Rapto do Oeste, que opera este trajeto, está sempre superlotada nos horários de pico, com passageiros em pé e até sentados nas escadas. Michel Garcia, comerciante de Luiz Antônio que utilizou a linha por seis anos, confirmou a situação, relatando o ônibus superlotado e passageiros aguardando em filas extensas nos pontos de ônibus.
Riscos de acidentes e a responsabilidade da ARTESP
O advogado Rodrigo Pasqualoto, especialista em trânsito, alerta para os riscos de acidentes causados pela superlotação, como freadas bruscas que podem causar ferimentos graves ou até mesmo óbitos em passageiros em pé ou sentados nas escadas. Ele destaca a responsabilidade da ARTESP (Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo) em fiscalizar e garantir a segurança dos passageiros. Pasqualoto afirma que, em casos de descumprimento das exigências da ARTESP, a empresa pode ter o contrato de concessão suspenso.
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Ações dos passageiros e posicionamento da ARTESP e da empresa Rapto do Oeste
Pasqualoto orienta os passageiros a registrar fotos e vídeos da superlotação e fazer reclamações formais junto à ARTESP e ao Estado. A empresa Rapto do Oeste, em nota, afirma atender às exigências da ARTESP, que permite passageiros em pé em linhas suburbanas, desde que respeitado o limite de 5 passageiros por metro quadrado. A ARTESP confirmou a permissão, mas informou que o veículo em questão já foi autuado sete vezes por outras irregularidades, como vidros quebrados e falta de documentação. A ARTESP disponibiliza canais para denúncias: 0800 727-8377 e [email protected].
A situação da superlotação nos ônibus que ligam Luiz Antônio a Ribeirão Preto demonstra a necessidade de fiscalização mais rigorosa e de ações efetivas para garantir a segurança e o conforto dos passageiros. A participação ativa dos usuários, por meio de denúncias e registros, é fundamental para pressionar por melhorias no serviço de transporte público.



