Criminoso esticou a mão dentro do carro e pegou o smartphone; especialista orienta sobre como evitar essas abordagens
Na noite de ontem, um passageiro de aplicativo teve o celular subtraído enquanto o veículo estava parado em um semáforo, em Ribeirão Preto. O suspeito, de 42 anos, foi detido por populares próximo ao Terminal Rodoviário, na Rua Augusto Severo, na Vila Tibério.
O caso em Ribeirão Preto
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima estava dentro do carro quando um homem se aproximou, enfiou a mão pelo vidro e retirou o aparelho celular. Uma equipe da Polícia Militar, que fazia patrulhamento pela região, percebeu uma aglomeração de pessoas e encontrou o suspeito já contido por populares. Ao ser questionado, ele confessou o furto.
O registro aponta que o celular estava desbloqueado e exibindo a rota do transporte por aplicativo. A vítima foi localizada pela PM, reconheceu o suspeito e identificou o telefone. Consta ainda que o homem já tinha um mandado de prisão em aberto; o caso foi registrado em delegacia e a prisão foi feita em flagrante.
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Relatos e outros episódios
Moradores e usuários de transporte demonstraram preocupação com a recorrência desse tipo de crime e ressaltaram a necessidade de cuidados mesmo dentro do veículo. Relatos locais indicam que, na capital paulista, há casos até de quebra de vidro para subtração de aparelhos à mostra.
Em Franca, na mesma semana, uma mulher de 60 anos teve o carro roubado enquanto aguardava com o veículo parado e a janela ligeiramente aberta. Segundo o depoimento, um assaltante apontou uma arma pela abertura do vidro e outros comparsas chegaram em seguida; o grupo levou o automóvel e os pertences da vítima. O episódio deixou a mulher abalada e reforça o alerta sobre riscos ao permanecer parada dentro do veículo.
Recomendações de segurança
O especialista em segurança Marco Aurélio Gritte, ouvido pela CBN, destacou que a ação criminosa costuma ser oportunista. Ele recomenda que, sempre que possível, os vidros permaneçam fechados e que objetos que chamem atenção — celulares, bolsas, carteiras — fiquem fora da vista, em locais como o chão do carro, entre as pernas ou mais junto ao assento, dificultando a visualização externa.
Gritte também orienta evitar o uso do telefone quando o veículo estiver parado ou em baixa velocidade, como em congestionamentos, e alerta que muitas quadrilhas atuam em grupo, coordenando sinais para consumar furtos. Ele reforça que a reação por parte da vítima não é recomendada, pois pode aumentar os riscos à integridade física.
Os episódios recentes têm gerado apreensão entre motoristas e passageiros, que dizem repensar hábitos antes feitos com naturalidade, como deixar objetos à mostra ou manter as janelas abertas.
O caso registrado em Ribeirão Preto segue em apuração pelas autoridades locais, e moradores pedem maior atenção das equipes de segurança pública para coibir práticas oportunistas desse tipo.



