Ribeirão-pretanos seguem ‘calvário’ com a greve dos motoristas do transporte público
A greve dos motoristas de Ribeirão Preto completa uma semana, causando transtornos para a população. A paralisação, aprovada em assembleias, reivindica reajustes salariais, vale-alimentação e participação nos lucros da empresa (12,47%).
Impactos na população
Passageiros relatam ônibus lotados, atrasos constantes e até invasões pela porta traseira para evitar ficar sem transporte. Carolina Lima Lopes, operadora de telemarketing, e Cristiane Cândido, diarista, descrevem a situação caótica, com riscos de acidentes e atrasos no trabalho. A biomédica Edmara Trindade e outras pessoas recorreram a aplicativos de transporte por causa dos problemas no transporte público.
Pressão e negociações
A analista Débora Ortiz e a cuidadora Giselle Rafael também foram afetadas pelos atrasos e lotação dos ônibus, relatando atrasos significativos no trabalho. A falta de ônibus regulares obriga muitos a esperar horas nos pontos de ônibus. O Consórcio Pró Urbano, que administra o transporte público, se reuniu com o sindicato dos motoristas, mas ainda não houve acordo. Uma audiência de conciliação está marcada para Campinas.
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Tentativa de conciliação
Uma audiência de conciliação entre o sindicato e o Consórcio Pró Urbano ocorrerá no Tribunal Regional do Trabalho em Campinas. O presidente do sindicato, João Henrique Bueno, espera um acordo para encerrar a greve. Qualquer proposta será apresentada aos trabalhadores para votação. Caso haja acordo, o transporte público volta ao normal; caso contrário, a situação permanece como está até o julgamento final.



