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Passageiros reclamam da demora dos ônibus e da superlotação dos terminais em Ribeirão

Transporte coletivo voltou a operar, mas com apenas 50% da frota nos horários de pico e 35% no restante dos dia
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Transporte coletivo voltou a operar, mas com apenas 50% da frota nos horários de pico e 35% no restante dos dia

Transporte coletivo voltou a operar, mas com apenas 50% da frota nos horários de pico e 35% no restante dos dia

A greve dos motoristas de ônibus em Ribeirão Preto completou seu segundo dia com impactos significativos na vida dos passageiros. Apesar de uma determinação judicial que obrigou a circulação de 35% da frota em horários normais e 50% nos horários de pico (6h às 8h e 17h às 19h), a situação permanece crítica.

Ônibus lotados e passageiros prejudicados

Usuários do transporte público relataram ônibus superlotados, com muitos passageiros impossibilitados de embarcar. A demora nos terminais e a necessidade de recorrer a transportes alternativos, como aplicativos de corrida, geraram custos adicionais e atrasos significativos para quem precisa ir ao trabalho. Testemunhos colhidos no Terminal Evangelina Passigla, na região central da cidade, ilustram a dificuldade enfrentada pela população.

Impactos na rotina e relatos de passageiros

Dona Cintia Mara, atendente, relatou a incerteza sobre chegar a tempo ao trabalho devido à greve. Outros passageiros, como Milton César de Souza e Irasema Camargo, descreveram longas esperas em pontos de ônibus e a preocupação com atrasos e gastos extras com transporte alternativo. A diarista Irasema Camargo criticou o serviço, considerando o valor da passagem e a situação de superlotação.

Tentativas de resolução e próximos passos

A decisão judicial que determinou a circulação parcial da frota foi resultado de uma ação do consórcio ProUrbano, que administra o transporte público da cidade. O presidente do sindicato dos trabalhadores, Henrique Bueno, informou sobre uma reunião no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Campinas para buscar uma solução para o impasse. Uma audiência de conciliação está prevista para as 14h de hoje. A greve, iniciada na madrugada de ontem, é motivada pela reivindicação de um aumento salarial de 12,47%, além de melhorias no vale-alimentação e na participação nos lucros e resultados. As empresas, no entanto, ofereceram apenas o aumento salarial, sem os benefícios adicionais, levando à paralisação.

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