Reclamação é de que a empresa está oferecendo emprego para pilotos já contratados
A Passaredo acusa a Azul de aliciamento de funcionários, alegando que mais de 80% de seus pilotos receberam convites da concorrente nos últimos três dias. A empresa afirma que a Azul está entrando em contato com pilotos e funcionários por meio de WhatsApp e e-mail, prática que, segundo o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), configura assédio.
Acusação de Assédio e Desestabilização
O presidente da Passaredo, José Luís Felício Filho, afirma que a Azul está tentando contratar profissionais para desestabilizar a nova operação da Passaredo em Congonhas, após a aquisição da Map Linhas Aéreas. Com essa aquisição, a Passaredo pretende expandir para 37 destinos até o final do ano, incluindo cidades como Araçatuba, Bauru, Marília, Uberaba, Patos de Minas, Dourados e Ponta Grossa – algumas das quais já são atendidas pela Azul.
Expansão da Azul e Recrutamento
A Azul nega as acusações de assédio, alegando que está apenas expandindo seu quadro de funcionários em decorrência do crescimento da empresa e da incorporação de 30 novos aviões à sua frota em 2023, o que demandará a contratação de mais de 2.000 tripulantes. A companhia afirma que o recrutamento é feito com recursos disponíveis no mercado e que é comum a contratação de profissionais que atuam em outras empresas do setor.
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Passaredo Reforça a Crítica
A Passaredo critica a atitude da Azul, considerando-a desnecessária em um momento em que há mais de 300 profissionais desempregados no setor. A empresa afirma que irá apresentar uma representação contra a Azul ao CADE.