Vários veículos pegaram fogo e especialista explica quais os direitos dos proprietários
Um incêndio criminoso no pátio da Tranzerpe, em Ribeirão Preto, resultou na destruição de 21 veículos apreendidos, 16 deles totalmente consumidos pelas chamas. O incidente ocorreu após a morte do adolescente Alfred Vieira dos Santos no Jardim Jandai.
Ação Rápida dos Bombeiros Evitou Tragédia Maior
Segundo o tenente Fernando Roberto, do Corpo de Bombeiros, a rápida resposta da equipe foi crucial para evitar que o fogo se alastrasse para outros veículos no pátio. “Ao chegarmos, já havia bastante veículos atingidos e esse fogo estava se alastrando. Provavelmente, se deixasse por mais tempo, não fosse um acionamento rápido, ia alastrar para os demais veículos com certeza”, relatou.
Proprietários de Veículos Apreendidos Buscam Respostas
O incêndio gerou incerteza e preocupação entre os proprietários de veículos apreendidos. Rebeca Chelly Andrade, uma administradora, relata que seu carro foi guinchado de uma área permitida na Avenida Professor João Fiusa. Ao tentar reaver o veículo, descobriu que ele havia sido incendiado no pátio da Tranzerpe. “Além do carro ter sido pego de uma forma irregular porque lá não tem nenhuma placa dizendo que é proibido estacionar, que não é para fazer com a gente, eu não sei o que fazer”, desabafou Rebeca, cujo carro não possuía seguro.
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Responsabilização e Direitos: O Que Fazer?
O advogado Otávio Meide Pinho-Belarde orienta que o primeiro passo é avaliar os prejuízos e buscar uma solução amigável com a Tranzerpe. “Primeiramente, a primeira atitude que deve ser tomada porque tem o veículo igual a aconteceu nessa situação seria buscar resolução pelas vias extrajudiciais, né? Administrativamente. Ia até a tranzerpe e preenchei algum protocolo para dar a início a um procedimento administrativo para averiguar se era realmente o veículo da pessoa, quais os danos que ocorreram no veículo e aí sim ser buscado administrativamente a indenização, né?”, explicou o advogado. Caso não haja acordo, o proprietário pode recorrer à Justiça. Mesmo alegando não ter culpa, a Tranzerpe pode ser responsabilizada por ter a guarda e responsabilidade sobre os veículos apreendidos. No entanto, a empresa pode argumentar que também foi vítima, já que o dano foi provocado por terceiros.
A Tranzerpe informou que tomará as providências necessárias e que o local é segurado, mas não esclareceu se a cobertura abrange os veículos no pátio. Após o ataque, o consórcio Pró-Urbano alterou o itinerário de 12 linhas de ônibus que passam pelo bairro para evitar novas ações criminosas.
As autoridades seguem investigando o caso. Essa é a segunda ação criminosa em frente à empresa, após um incidente em 2015, quando um ônibus foi incendiado em um ponto próximo à Tranzerpe.
Diante da situação, os proprietários de veículos apreendidos buscam clareza sobre seus direitos e a garantia de que a Tranzerpe se responsabilizará pelos danos causados.



