Adalberto Baptista aborda outros temas polêmicos como a situação política do clube e a campanha ruim no Paulistão
A CBN Ribeirão entrevistou Dalbeto Batista, presidente do Conselho de Administração da Botafogo S.A., empresa que gerencia o futebol do clube. A conversa abordou questões políticas, preocupações com o futebol e a paralisação dos campeonatos devido ao coronavírus.
Acordo entre clubes da CBF
Dalbeto Batista explicou o acordo entre os 20 clubes da CBF: férias coletivas de 20 dias para funcionários do futebol e redução de 25% nos salários, além da suspensão dos direitos de imagem enquanto os campeonatos estiverem paralisados. A negociação com a Fenapaf (federação que representa os sindicatos de atletas) não alcançou consenso com todos os sindicatos locais.
Prejuízos financeiros e retorno dos campeonatos
O Botafogo estima prejuízos entre R$ 3 e 4 bilhões se os campeonatos retornarem em maio, e entre R$ 5 e 6 bilhões se o retorno ocorrer em junho. Shows cancelados na Arena também impactam financeiramente o clube. A Federação Paulista de Futebol ainda não definiu o retorno do Paulistão, e o Botafogo aguarda uma definição clara sobre as condições de retomada, incluindo um período mínimo de 20 dias para o condicionamento físico dos atletas. A possibilidade de cancelamento do Paulistão é considerada, dependendo das condições de retorno.
Situação política interna do Botafogo
Dalbeto Batista comentou sobre a divisão interna no Botafogo, envolvendo a possível exclusão de Gerson Garcia. Ele acredita que essa divisão é política e que, com a entrada de novos acionistas, a situação tende a se resolver. Há ações judiciais em andamento sobre irregularidades apontadas pelo Conselho Deliberativo, principalmente sobre o contrato de uso de superfície do solo para a construção da Arena. Batista afirma que as acusações são mentirosas e que a justiça provará a legalidade dos atos. Um acordo para que a Botafogo S.A. assuma o pagamento das dívidas do Botafogo Futebol Clube está em elaboração, envolvendo a aquisição de mais 9% das ações. A situação do futebol do Botafogo também foi discutida, com a possibilidade de mudanças no departamento de futebol, mas sem a demissão imediata de Leo Franco.
A entrevista finaliza com a opinião de Dalbeto Batista sobre a politização da discussão entre a retomada do comércio e as recomendações de isolamento social, defendendo a priorização das orientações técnicas dos especialistas em saúde pública em detrimento de posições políticas.



