CPI foi instaurada para entender os motivos pelos quais as pesquisas sobre a ‘pílula do câncer’ cessaram
Nesta quarta-feira, a Assembleia Legislativa instalou uma CPI para investigar a suspensão dos estudos da fósfoetanalamina, conhecida como a ‘pílula do câncer’, pelo governo do Estado. A comissão terá 120 dias para apurar os motivos que levaram ao encerramento dos testes.
CPI investiga suspensão de testes
O deputado estadual Rafael Silva, presidente e autor do pedido de abertura da CPI, afirmou que a comissão trabalhará com seriedade para melhorar a vida de pessoas com câncer, uma vez que o tratamento é caro e nem sempre eficaz. A primeira reunião está marcada para a próxima terça-feira, com o secretário estadual de saúde, David Wipi, como primeiro convocado a prestar esclarecimentos.
Testes e resultados
O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo suspendeu os testes após não encontrar resultados significativos. De 72 pacientes analisados, apenas um apresentou melhora após tomar a substância. O presidente da comissão, deputado Ricardo Massafera, explicou que a CPI buscará entender como os testes foram conduzidos e quais as etapas necessárias para que a substância seja considerada um medicamento. Ele explicou que antes da aprovação, um produto químico precisa passar por testes em animais, depois em humanos para análise de rejeição, e por fim, como medicamento, para avaliar a cura. Massafera destacou que a fósfoetanalamina já passou pelas duas primeiras etapas.
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A ‘pílula do câncer’
Desenvolvida em São Carlos por um professor da USP, Gilberto Quierici, a fósfoetanalamina é uma substância sintética, ou seja, produzida fora do corpo. A comissão terá quatro meses para concluir seus trabalhos.
A instalação da CPI demonstra a preocupação com a interrupção de pesquisas que poderiam trazer avanços no tratamento do câncer, doença que afeta milhares de pessoas e exige soluções eficazes e acessíveis.



