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Pecuária brasileira passa por revolução tecnológica e consolida liderança global

A pecuária brasileira vive uma das maiores transformações de sua história. Um setor que começou marcado pela rusticidade hoje opera com dados em tempo real, tecnologia de ponta e decisões
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A pecuária brasileira vive uma das maiores transformações de sua história.

Desde a chegada dos zebuínos da Índia, fundamentais para a adaptação do rebanho ao clima tropical, o setor passou por mudanças profundas. Rações balanceadas, programas de vacinação, avanços em medicamentos, manejo sanitário e, mais recentemente, a chamada pecuária de precisão, redefiniram a atividade no campo. O novo modelo combina monitoramento constante, bem-estar animal e eficiência produtiva.

Segundo a médica-veterinária Laura Villarreal, doutora em Patologia e Diretora Executiva de Pecuária, o setor deixou definitivamente para trás uma lógica baseada apenas na intuição.

“Em poucos anos, o setor se transformou num negócio altamente tecnológico, que avança a passos largos e que já não se parece tanto com o passado”, afirma.

Tecnologias de identificação e monitoramento, como colares, bottons e identificadores eletrônicos, ganham cada vez mais espaço nas fazendas brasileiras. A coleta contínua de informações gera relatórios detalhados, tornando o manejo mais eficiente, produtivo e responsável.

Os resultados aparecem nos números. O Brasil é atualmente o maior exportador de carne bovina do mundo, com destaque para o estado de São Paulo, que lidera o ranking nacional, e para regiões que se consolidam como importantes polos produtores. Na pecuária leiteira, as 100 maiores fazendas do país apresentam crescimento médio de quase 8% ao ano, enquanto apenas 10% dos produtores respondem por cerca de 60% de todo o leite produzido.

Mas a transformação não acontece apenas dentro da porteira. O consumidor também mudou. Mais informado e exigente, ele cobra transparência, responsabilidade socioambiental e qualidade dos alimentos que chegam à mesa.

Nesse cenário, a tecnologia acelera um movimento que já era inevitável. Para a especialista, adaptação e inovação sempre fizeram parte da história da pecuária brasileira, mas atrásra se tornaram condições essenciais para a permanência no mercado.

“O pecuarista implementa tecnologia, monitora parâmetros de saúde e de comportamento animal, olha para margens, entende de mercado, de exportação, de carbono, de sustentabilidade. O pecuarista é o retrato da transformação que está acontecendo na pecuária brasileira”, destaca.

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