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Pecuaristas de Barretos recebem golpe

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Pecuaristas de Barretos
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Um golpe envolvendo a compra e venda de gado em Barretos, interior de São Paulo, lesou quatro pecuaristas em cerca de R$ 500 mil. O esquema, orquestrado por um homem que se passava por comprador de gado, utilizava cheques sem fundos para a aquisição dos animais, que eram posteriormente revendidos em leilões.

A Confiança Quebrada e o Prejuízo Acumulado

O suspeito, residente em Morro Agudo, encontra-se foragido. Thiago da Silvandrade, um dos pecuaristas lesados, relata que vendeu grande parte de seu rebanho ao golpista no mês anterior. A princípio, a relação comercial era pautada na confiança, construída ao longo de negociações anteriores sem problemas. “Conheci ele já fazia algum tempo, sempre negociando com ele, nunca deixou a desejar em nada dos negócios que ele fazia. Você vai pegando confiança, né? Em dezembro agora foi que aconteceu, começou a voltar o cheque dele”, lamenta Thiago, que precisou adquirir mais 15 cabeças de gado para tentar mitigar o prejuízo.

O Modus Operandi do Golpista

Os pagamentos eram realizados por meio de cheques de altos valores, variando entre R$ 17 mil e R$ 52 mil, todos sem provisão de fundos. A Polícia Civil investiga o caso e, até o momento, cinco boletins de ocorrência foram registrados. O delegado Júlio César Cardoso acredita que o suspeito agiu sozinho, aproveitando-se da boa reputação que construiu na região. “Ele tinha um bom conceito no local onde ele morava, ele era fazendeiro e depois de um certo tempo, primeiro ele comprava e vendia regularmente e era honrado no comércio. Depois de certo tempo ele procurou as pessoas de Barretos e começou a transacionar gado e pagava com cheques sem fundo”, explica o delegado.

Rastro de Prejuízo e Desespero

Durante um ano, o golpista negociou com diversos pecuaristas, honrando seus compromissos e conquistando a confiança dos criadores. A partir desse ponto, passou a emitir cheques sem fundos, caracterizando o crime de estelionato. Juka Alves, outro pecuarista lesado, chegou a procurar o suspeito em Morro Agudo, mas nem mesmo a família sabe de seu paradeiro. A situação se agrava, pois a confiança entre os pecuaristas da região facilitou a disseminação do golpe, levando alguns a recorrerem a empréstimos para cobrir parte do prejuízo.

O caso serve de alerta para os riscos inerentes às negociações, mesmo quando baseadas em relacionamentos aparentemente sólidos.

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