Parte da estrutura ruiu no dia de Natal e deixou uma pessoa ferida; análise feita no local aponta riscos de novos desabamentos
A marquise de um prédio na Avenida Saudade, esquina com a Rua José de Alencar, nos Campos Elíseos (zona norte de Ribeirão Preto), segue interditada desde 25 de dezembro de 2022, após parte da estrutura desabar e ferir um morador de rua. Apesar da interdição, pedestres e motoristas ignoram os cavaletes e passam sob a marquise, que apresenta risco de queda iminente.
Risco de novo desabamento
A parte da marquise que desabou tinha aproximadamente 1 metro de largura, 10 metros de comprimento e mais de 30 centímetros de espessura, composta de concreto e tijolo. A Defesa Civil realizou uma avaliação e constatou o risco de desabamento do restante da estrutura. A interdição inclui não só a calçada, mas também parte da área de estacionamento. A reportagem da CBN Ribeirão observou, em 15 minutos de permanência no local, pelo menos seis pessoas passando sob a marquise interditada.
Descaso e Impunidade
Apesar da interdição, pedestres removem os cavaletes e passam pela área de risco. O dono de um estacionamento próximo relata que tenta alertar as pessoas, mas muitas ignoram os avisos. A Defesa Civil esteve no local na semana passada para investigação do acidente anterior, mas não tomou nenhuma medida adicional para garantir a segurança do local. A marquise apresenta trincas, descascados, tijolos expostos e até marcas de queimaduras de fogueiras, aumentando ainda mais o risco de desabamento, principalmente com as chuvas.
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Preocupação e Implicações
Moradores e comerciantes da região demonstram preocupação com a situação, especialmente pela presença de idosos e moradores de rua que ainda transitam e dormem embaixo da estrutura condenada. Um artista plástico que passa frequentemente pelo local se mostra indignado com a irresponsabilidade das pessoas e a inércia das autoridades. A prefeitura, em nota, informou que um laudo foi entregue ao proprietário do imóvel, mas não respondeu se o proprietário foi notificado ou se haverá medidas para garantir a segurança pública no local. A falta de fiscalização e a ausência de respostas por parte da administração municipal geram preocupação quanto à possibilidade de novas tragédias.



