A chamada dieta “baby gaps”, que propõe restrições alimentares para bebês, foi tema da coluna Filhos e Companhia. O pediatra e professor de Medicina da USP, Dr. Ivan Savioli Ferraz alertou que o protocolo não possui comprovação científica e pode trazer riscos à saúde infantil, principalmente por excluir alimentos importantes para o desenvolvimento da criança.
Segundo o especialista, a recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria e da Organização Mundial da Saúde é iniciar a alimentação complementar aos seis meses, sem restrições alimentares, exceto açúcar e excesso de sal. O médico destacou ainda que cortar grupos alimentares pode causar deficiência de nutrientes essenciais, como vitaminas do complexo B e vitamina B12, fundamentais para o crescimento saudável.
Durante a entrevista, o pediatra também reforçou a importância da introdução alimentar adequada, com alimentos amassados e naturais, além de orientar os pais a evitarem produtos industrializados e excesso de sucos no primeiro ano de vida. Ao final, o especialista recomendou cautela com informações disseminadas na internet e reforçou a importância do acompanhamento pediátrico.
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