A infecção causa um excesso de muco e estreitamento nos bronquíolos, comprometendo a aborção de oxigênio
O período de outono e inverno é marcado pelo aumento de infecções respiratórias, e com a pandemia de coronavírus ainda presente, outra ameaça à saúde dos bebês, principalmente os prematuros e cardiopatas, ganha destaque: a bronquiolite.
A experiência de uma mãe
Emanuelle Queiroz, mãe da Valentina, descreve a experiência vivida quando sua filha, com apenas 7 meses, foi internada por bronquiolite. Inicialmente, os sintomas pareciam de uma gripe comum: tosse, febre e coriza. No entanto, a internação se tornou um período angustiante para a mãe, que destaca a impotência diante da doença e a celebração de cada pequena melhora como uma conquista diária.
A bronquiolite: sintomas e prevenção
A bronquiolite é uma infecção nos bronquíolos, pequenas ramificações dos brônquios responsáveis por levar oxigênio aos pulmões. Causada pelo vírus sincicial respiratório (VSR), a infecção leva a um excesso de muco e estreitamento dos bronquíolos, comprometendo a absorção de oxigênio. O principal sintoma é a dificuldade respiratória, acompanhada de tosse, cansaço e falta de ar. A febre, quando presente, costuma ser baixa e de curta duração. Bebês prematuros e com doenças cardíacas ou pulmonares são os mais vulneráveis e devem receber a prevenção contra o VSR, disponível gratuitamente pelo SUS. Planos de saúde também oferecem a imunização, fundamental, principalmente na época do ano em que o VSR circula com mais intensidade. A transmissão ocorre pelo contato com objetos ou superfícies contaminadas.
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A experiência de Emanuelle Queiroz ilustra os desafios enfrentados pelas famílias com bebês acometidos por bronquiolite. A prevenção, por meio da imunização, se mostra crucial para proteger os pequenos, principalmente os grupos de risco, durante a estação mais propícia à proliferação do VSR.



