Ouça a coluna ‘Filhos e Cia’ com Ivan Savioli Ferraz
Mais de 13 milhões de brasileiros vivem com diabetes, um número que só aumenta. Em 14 de novembro, o Dia Mundial do Diabetes serviu como alerta, especialmente sobre o crescimento da doença em crianças e adolescentes. Para entender melhor o assunto, conversamos com o pediatra Dr. Ivan Savioli.
Tipos de Diabetes e seus Sintomas
Existem diferentes tipos de diabetes, sendo os mais comuns o tipo 1 e o tipo 2. O tipo 1, mais frequente em crianças na primeira década de vida e também em adolescentes, caracteriza-se por muita fome, sede, micção frequente e emagrecimento, mesmo comendo muito. Em crianças pequenas, os sintomas podem ser inespecíficos, como falta de apetite, desânimo e dores abdominais. Já o tipo 2, mais comum em adolescentes, apresenta sintomas semelhantes aos do adulto, muitas vezes sem sintomas aparentes, sendo descoberto muitas vezes acidentalmente através de exames de rotina ou devido a outros problemas de saúde.
Tratamento e Fatores de Risco
O tratamento varia de acordo com o tipo de diabetes. No tipo 1, há falta de produção de insulina, necessitando de reposição. No tipo 2, a produção de insulina é insuficiente, podendo ser tratado com hipoglicenientes orais ou, em alguns casos, insulina. Em ambos os tipos, dieta, exercícios físicos e acompanhamento médico são fundamentais. Fatores genéticos influenciam, mas não são os únicos responsáveis pelo desenvolvimento da doença. A obesidade, por exemplo, está fortemente ligada ao diabetes tipo 2. O diagnóstico precoce é crucial, especialmente em crianças pequenas, pois sintomas inespecíficos podem dificultar a identificação e levar a complicações graves.
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A diabetes diagnosticada na infância apresenta consequências a longo prazo, tornando-se um desafio que requer atenção médica contínua e um estilo de vida saudável para minimizar os riscos e garantir uma melhor qualidade de vida para a criança ou adolescente.