Ouça a coluna ‘Filhos e Cia’ com o médico Ivan Savioli Ferraz
O que é Prematuridade?
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), um bebê é considerado prematuro quando nasce antes de 37 semanas de gestação. Este é um fenômeno global, afetando cerca de 10% dos nascimentos mundialmente, com taxas ligeiramente mais altas em alguns países, como o Brasil (11% a 12%).
Causas e Consequências da Prematuridade
Diversos fatores contribuem para o nascimento prematuro, incluindo infecções (como infecções urinárias), gravidez gemelar ou múltipla, pré-eclâmpsia (hipertensão arterial na mãe), diabetes gestacional, tabagismo e rotura precoce das membranas. Um estudo em Ribeirão Preto indica que o alto número de cesarianas no Brasil também pode ser um fator contribuinte. As consequências da prematuridade variam de acordo com o grau de prematuridade, sendo que bebês mais prematuros têm maior risco de complicações. Entre as complicações mais comuns estão: anóxia neonatal (falta de oxigênio no cérebro), problemas respiratórios (devido à imaturidade pulmonar), complicações cardíacas e intestinais, hemorragias intracerebrais e retinopatia da prematuridade (que pode levar à cegueira).
Amamentação e Cuidados com o Prematuro
A amamentação é crucial para bebês prematuros. Bebês muito prematuros podem necessitar de leite materno extraído e administrado por sonda, muitas vezes suplementado com nutrientes. Após um período, quando o bebê consegue sugar efetivamente, a amamentação direta no peito pode ser iniciada. A prevenção da prematuridade se dá principalmente por meio de um pré-natal adequado, com pelo menos seis consultas durante a gravidez, conforme recomendado pela OMS e Ministério da Saúde.
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A prevenção através de um pré-natal completo e adequado é a melhor forma de lidar com a prematuridade, reduzindo significativamente os riscos e complicações para o recém-nascido. A conscientização sobre os fatores de risco e a importância do acompanhamento médico durante a gestação são fundamentais para a saúde da mãe e do bebê.