Ivan Savioli Ferraz orienta os pais para identificar e como realizar o tratamento; ouça a coluna ‘Filhos e Cia’
O Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) afeta de 5% a 10% das crianças e adolescentes, podendo persistir na vida adulta. Caracterizado por desatenção e hiperatividade, manifesta-se em sintomas como dificuldade de concentração (por exemplo, incapacidade de manter o foco em desenhos ou jogos por mais de 10 minutos), agitação excessiva, respostas impulsivas e esquecimentos frequentes.
Diagnóstico e Sintomas
Para o diagnóstico, os sintomas devem estar presentes antes dos 12 anos. É importante diferenciar a hiperatividade do TDAH de crianças simplesmente agitadas e sapecas, que se desenvolvem bem na escola e não sobrecarregam os pais. O impacto negativo na vida da criança, seja na escola ou em casa, é um fator crucial para a avaliação.
Causas e Tratamento
Avanços recentes na compreensão do TDAH revelam causas genéticas e a influência de fatores como o consumo de álcool pela mãe durante a gravidez. A disfunção no lobo frontal do cérebro, responsável pela memória e tomada de decisão, é um fator chave. O tratamento inclui medicamentos e terapia cognitivo-comportamental, sendo que a medicação é mais acessível na rede pública. Orientações aos pais incluem a organização de tarefas em períodos menores, intercalando com atividades ao ar livre e momentos de descanso, para ajudar a criança a lidar com a sua energia.
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Recomendações aos Pais
Pais que percebam sintomas como incapacidade de concentração por mais de 10 minutos, agitação excessiva e impulsividade em seus filhos devem procurar um pediatra. É importante evitar tanto o superdiagnóstico quanto a falta de diagnóstico, garantindo que crianças que se beneficiem do tratamento o recebam. A busca por ajuda profissional é fundamental para o desenvolvimento pleno da criança.