Alípio João Júnior intimidou diversos vizinhos do condomínio antes de ser preso; advogado dele busca internação compulsória
O Ministério Público solicitou a prisão de Alípio João Júnior devido a ameaças de morte contra o síndico do prédio onde ele mora, a filha do homem e um vizinho. A justiça justificou a prisão para garantir a ordem pública e a integridade física e psíquica dos moradores.
As ameaças foram gravadas em áudio e indicam uma soma de penas que ultrapassa quatro anos de prisão, não devendo ser cumprida em regime semiaberto. Em uma das gravações, Alípio diz:
“Eu mando queimar você, ficar sua filha dentro do teu carro. Eu não sei quem vai matar tua filha. Cê, né, cor? Não tem como você protegê-la.”
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Os áudios foram enviados ao síndico do condomínio, Carlos, que relatou que sua esposa passou por momentos de apuros ao encontrar Alípio no elevador do prédio. Segundo ele, moradores idosos evitam usar o elevador por medo e a família enfrenta dificuldades para realizar tarefas básicas, como buscar remédios.
Um dos motivos das ameaças seria o incômodo causado pelo barulho de uma criança. Na última sexta-feira, Alípio teria ido até o apartamento da família e danificado a fechadura.
Edton Wolpe, morador do apartamento, afirmou que as ameaças se tornaram constantes, especialmente contra seus filhos, que estão em tratamento psicológico há anos. Ele mencionou que contratou segurança particular para o prédio há mais de 10 dias e que sua filha precisou sair do prédio por causa do estado psicológico da família.
Alípio João Júnior foi levado à cadeia pública de Santa Rosa do Viterbo, onde passará a noite. Hoje ele deve retornar ao Fórum de Ribeirão Preto para uma audiência de custódia e posterior encaminhamento ao Centro de Detenção Provisória.
O advogado Júlio Mocin, que defende Alípio, informou que buscará uma internação compulsória, alegando que o fazendeiro apresenta transtornos mentais e não está em plena capacidade de consciência.
Os problemas envolvendo Alípio são antigos e constam em vários boletins de ocorrência. Em 2017, ele se envolveu em um acidente de trânsito no Sul de Minas que resultou na morte de um lavrador de 40 anos. No mês passado, um homem relatou ter sido ameaçado por Alípio após comprar um sítio em Tapiratiba. Além disso, um dono de imobiliária afirmou ter recebido mensagens ofensivas e ameaçadoras do fazendeiro.
Alípio João Júnior pode responder por cinco crimes: perturbação de sossego, ameaça, injúria racial, perseguição e homofobia. As penas variam de 15 dias a cinco anos de prisão.
Pontos-chave
- Pedido de prisão motivado por ameaças graves contra moradores do condomínio.
- Áudios com ameaças foram enviados ao síndico e causaram pânico entre moradores.
- Alípio foi preso e deve passar por audiência de custódia antes de ser encaminhado ao Centro de Detenção Provisória.
- Advogado defende internação compulsória alegando transtornos mentais do acusado.
Entenda melhor
As acusações contra Alípio incluem crimes que podem resultar em penas que variam de 15 dias a cinco anos de prisão, abrangendo desde perturbação do sossego até homofobia.



