Advogada investigada pela Operação Sevandija, está presa há mais de dois meses
Nesta quinta-feira, o advogado de defesa de Maria Zueli estará em São Paulo para acompanhar o julgamento do pedido de habeas corpus. Este é o primeiro caso a ser analisado após o recesso forense.
Defesa Confiante na Soltura
Luiz Carlos Bento, advogado de defesa, mostra-se confiante na soltura de sua cliente. Ele argumenta que o Ministério Público age de forma equivocada, ignorando fatos importantes e mantendo uma denúncia sem embasamento. A acusação de desvio de dinheiro público, segundo Bento, é falsa. O dinheiro recebido por Maria Zueli, afirma ele, provém de honorários advocatícios referentes a um trabalho realizado e não tem origem na prefeitura.
Novas Provas e Auditoria
Uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas do Estado, a pedido do Ministério Público, aponta uma economia de 6% para o município, equivalente a R$ 70 milhões, devido à renúncia de juros por parte dos servidores. Segundo a defesa, não houve irregularidades, mas sim um acordo em que os servidores abriram mão de 10% dos juros para receber 30%, com 4,7 milhões retornando aos cofres públicos. A defesa ressalta ainda que Maria Zueli venceu apenas uma das duas ações contra a prefeitura, perdendo a outra e não tendo direito a qualquer valor.
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Prejuízo para a Sociedade e o Foco na Devolução de Dinheiro
Ribeirão Jorge Sanchez, advogado e conselheiro de uma entidade de combate à corrupção, destaca que a prioridade é a devolução do dinheiro desviado aos cofres públicos. Para a sociedade, a recuperação do dinheiro é mais importante do que a duração da prisão dos investigados. Desde o início da operação “Sevandija”, 13 pessoas foram presas e 31 investigadas. Maria Zueli, presa duas vezes, permanece detida na cadeia feminina de Tremembé.



