Versamune será aplicada em duas doses com espaçamento de 21 dias; CEO da Farmacore, Helena Faccioli, detalha o imunizante
A Versamunia, vacina desenvolvida pela Farmacor e a PDS Biotecnologia, utiliza um sistema inovador que combina nanopartículas lipídicas com uma proteína recombinante. A CEO da Farmacor, Elena Pacioli, detalhou o processo de desenvolvimento em entrevista.
Desenvolvimento e Testes
A etapa clínica, realizada em animais, gerou dados sobre segurança e eficácia da vacina. Desde abril de 2022, a Farmacor, em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia, a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto e a PDS, trabalhou na geração de um robusto conjunto de dados para submissão à Anvisa. A aprovação permitirá a realização de ensaios clínicos em humanos para testar a geração de anticorpos.
Aprovação da Anvisa e Produção
A Anvisa solicitou informações adicionais, que já estavam previstas no cronograma da Farmacor. A empresa trabalha na finalização dos documentos complementares e na transição da produção de escala laboratorial para uma escala industrial, um processo que levará de seis a nove meses. Esse processo de escalonamento visa garantir a produção em massa para uma eventual vacinação em larga escala.
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Diferenciais da Versamunia
A Versamunia se diferencia de outras vacinas, como Sputnik V, Coronavac e Astrazeneca, por utilizar uma proteína recombinante associada a um carreador nanolipídico. Esse sistema permite uma resposta imunológica específica, impedindo a entrada do vírus na célula e gerando memória imunológica. Embora o processo de análise da ativação do sistema imunológico exija um acompanhamento mais longo, o tempo de desenvolvimento da Versamunia está alinhado com outras vacinas.
Apesar de anúncios governamentais simultâneos, a Farmacor mantém seu cronograma de trabalho, independente de pressões políticas. A prioridade é seguir os protocolos da Anvisa e garantir a segurança e eficácia da vacina. Os testes em humanos, com prioridade para trabalhadores de setores essenciais, devem iniciar no final de maio, com a expectativa de um pedido de uso emergencial até o final do ano. A distribuição priorizará o SUS, com possibilidade de atender clínicas particulares posteriormente. A produção será feita em parceria com empresas nacionais com grande capacidade de produção e distribuição.



