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Pedidos de falência em Ribeirão Preto diminuem na última década

Em 2006, 21 empresas fecharam, contra quatro em 2014; economista diz que crescimento do país deixou a gestão menos difícil
Pedidos de falência Ribeirão Preto
Em 2006, 21 empresas fecharam, contra quatro em 2014; economista diz que crescimento do país deixou a gestão menos difícil

Em 2006, 21 empresas fecharam, contra quatro em 2014; economista diz que crescimento do país deixou a gestão menos difícil

Uma análise recente dos dados do cartório distribuidor do fórum de Ribeirão Preto revela uma tendência de queda nos pedidos de falência na cidade ao longo dos últimos dez anos. Os números indicam uma melhora notável no cenário empresarial local, embora desafios persistam.

Queda Significativa nos Pedidos de Falência

Em 2006, foram registradas 21 empresas fechando as portas, enquanto em 2023, apenas 4 empresas solicitaram falência. O economista Jair Kaskiel Jr. avalia esse período como positivo, atribuindo a redução à maior liquidez e circulação de dinheiro no mercado, impulsionadas pelo crescimento econômico do país. Segundo Kaskiel, o aumento da capacidade de pagamento facilitou a gestão das empresas, apesar da elevação dos custos de produção e serviços.

Cenário Atual e Perspectivas Futuras

Apesar da expressiva queda nos pedidos de falência, Kaskiel adverte que o cenário atual apresenta desafios. Ele observa que o fôlego financeiro dos consumidores diminuiu, e há uma situação paradoxal no mercado. Aqueles que confiaram nas políticas governamentais enfrentam dificuldades financeiras, enquanto os que possuem liquidez mostram-se reticentes em gastar, refletindo uma falta de confiança no governo.

Estratégias para Empresas em Tempos de Crise

Diante desse cenário, o economista orienta as empresas a buscarem alternativas de mercado, como negociação com fornecedores e sindicatos em relação a salários, em vez de recorrer a demissões. Uma pesquisa do Sebrae aponta que uma parcela significativa das empresas paulistas encerra suas atividades nos primeiros anos: 27% no primeiro ano, 37% no segundo, 50% no terceiro e 58% no quinto ano. Darcy Paulino Luca Junior, consultor do Sebrae, destaca a falta de comportamento empreendedor, planejamento prévio e gestão empresarial como os principais motivos para essa mortalidade. Ele também menciona a falta de políticas de apoio efetivas e a conjuntura econômica desfavorável.

Em resumo, a análise dos dados e as perspectivas apresentadas por especialistas indicam a importância de uma gestão empresarial eficiente e adaptada ao cenário econômico em constante mudança.

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