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Pedreiro aguarda primeira parcela do auxílio emergencial após três meses de pandemia

Laurentino Teixeira é autônomo e está desempregado; esposa recebe R$ 130 por semana
auxílio emergencial
Laurentino Teixeira é autônomo e está desempregado; esposa recebe R$ 130 por semana

Laurentino Teixeira é autônomo e está desempregado; esposa recebe R$ 130 por semana

Após três meses do início da pandemia de COVID-19, muitos brasileiros ainda aguardam o recebimento do auxílio emergencial. Este é o caso do pedreiro Laurentino Teixeira, que teve seu pedido de R$ 600 negado em abril e, mesmo após novo cadastro, ainda não obteve resposta.

Situação de Laurentino e outros beneficiários

Laurentino, autônomo e sem trabalho fixo, relata a dificuldade de sua família. Sua esposa, que antes tinha mais oportunidades, atrásra faz apenas uma faxina semanal por R$ 130. A situação financeira é crítica, e ele representa milhares de brasileiros na mesma situação. Até terça-feira passada, 11 milhões de solicitações de auxílio emergencial ainda aguardavam análise pela Caixa Econômica Federal: 5,7 milhões em primeira análise e 5,3 milhões em reanálise após terem sido inicialmente indeferidas.

Razões para a demora e caminhos para recorrer

Segundo o defensor público federal João Paulo Dornini, a maior parte dos problemas na análise do auxílio emergencial ocorre no cruzamento de dados do cidadão com informações governamentais, muitas vezes desatualizadas. O aplicativo não esclarece os motivos da demora, gerando grande preocupação. Informações antigas, como dados de renda ou composição familiar de anos anteriores, podem levar à indeferimento do benefício, mesmo que a situação atual seja diferente. Para quem espera resposta há mais de 20 dias, a recomendação é procurar a Justiça Federal ou a Defensoria Pública Federal, que oferecem serviços gratuitos e remotos.

Para aqueles que tiveram seus pedidos negados e não obtiveram resposta, a Defensoria Pública ou o Judiciário Federal podem auxiliar no processo de cobrança ao Ministério da Cidadania, à Dataprev e à Caixa Econômica Federal. Em Ribeirão Preto, há 282 processos de assistência jurídica relacionados ao benefício. A Defensoria Pública local oferece atendimento telefônico (16 2137-7400 ou 16 3923-0029) e por e-mail ([email protected]). Mais informações estão disponíveis no portal G1.

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