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Pegadas de réptil voador descobertas na região de Araraquara viram destaque internacional

Pegadas de réptil voador descobertas na região de Araraquara viram destaque internacional
Pegadas de réptil voador
Pegadas de réptil voador descobertas na região de Araraquara viram destaque internacional

Pegadas de réptil voador descobertas na região de Araraquara viram destaque internacional

Uma descoberta pré-histórica na região de Araraquara ganhou destaque internacional, revelando detalhes fascinantes sobre os pterossauros, répteis voadores da era Mesozoica. Pesquisadores da UFSCar, em colaboração com cientistas do Rio de Janeiro e da Itália, analisaram fósseis de pegadas desses animais para desvendar como voavam, caminhavam e utilizavam seus pés para ganhar impulso no momento da decolagem.

A Descoberta no Paleo Deserto de Botucatu

As primeiras pegadas foram registradas e a descoberta foi publicada em uma revista da Academia Brasileira de Ciências. O estudo é fruto do trabalho de pesquisadores do Departamento de Ecologia e Biologia Evolutiva da Universidade Federal de São Carlos, em parceria com paleontólogos da Itália. A pesquisa detalha vestígios encontrados em uma pedreira de arenito em Araraquara há cerca de 20 anos, quando o professor Marcelo Fernandes ainda cursava seu doutorado. Ele estuda a região conhecida como Paleo Deserto de Botucatu, que há aproximadamente 135 milhões de anos era um vasto deserto de dunas, estendendo-se do sul de Minas Gerais até o Uruguai. Foi nesse local que a equipe encontrou lajes de pedra com os vestígios.

Características das Pegadas e do Pterossauro

Após análises do material, confirmou-se que as marcas pertenciam a um pterossauro, um réptil voador que habitou o planeta entre 250 e 65 milhões de anos atrás. A morfologia das pegadas revelou impressões de três dedos. Nas patas dianteiras, os animais caminhavam apoiados apenas nos dedos, como cães e gatos. Já nas patas traseiras, o apoio era feito com toda a sola do pé, como os humanos. Essa característica sugere que eram animais plantígrados, utilizando toda a planta do pé para impulsionar o voo.

Dimensões e Importância da Descoberta

Com base no tamanho das pegadas, os pesquisadores estimaram que o animal teria cerca de 60 centímetros de altura e uma envergadura de asas superior a 2,5 metros. A descoberta é considerada uma inovação e eleva o patamar da pesquisa nacional. Os estudos continuam, incluindo projetos de extensão que levam conhecimento à população, destacando a importância da preservação do patrimônio paleontológico da região, reconhecido como referência mundial.

Os vestígios estão em exposição permanente no Museu da Ciência Professor Mário Tolentino, na Praça Coronel Salles, em São Carlos, com visitação gratuita de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.

Implicações e Preservação

A contínua pesquisa e divulgação dessas descobertas reforçam a importância da paleontologia e da preservação do patrimônio natural para as futuras gerações.

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