Ribeirinhos temem que algum produto despejado no curso de água tenha causado a mortandade; Cetesb investiga o caso
Mortandade de peixes e espuma no Rio Sapucaí preocupam moradores e pescadores
Rio Sapucaí: Um cenário de destruição
Pescadores e moradores da região de Guarás e São Joaquim da Barra estão alarmados com a aparição de peixes mortos e grande quantidade de espuma no Rio Sapucaí. O pescador Carlos Alberto da Costa Júnior relata que a situação começou no fim de semana e suspeita de despejo de algum produto tóxico no rio. Ele afirma: “Isso não é poluição, isso é alguma coisa que jogaram além da poluição que já tem. A poluição, o peixe come, o peixe vive, o peixe se adapta. Isso aqui não.”
Mortandade em massa e impacto ambiental
A mortandade afeta diversos tipos de peixes, e os pescadores relatam a triste descoberta de peixes mortos sendo levados pela correnteza. A situação se agravou após uma área do rio, que estava com nível baixo, ter alagado e, em seguida, baixado novamente, coincidindo com o aparecimento dos peixes mortos. Carlos Rousseau, serralheiro que esteve no local, descreve a cena: “Estava pura espuma, espuma até madr apará, mas espuma mesmo, ia descendo mais espuma e peixe pra tudo que era lado morto. Não tinha peixe nenhum no rio.”
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Investigação em andamento
A Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (CETESB) já coletou amostras de água para análise e deve divulgar na terça-feira as causas da mortandade e os resultados da análise da água. A investigação busca apurar o que causou a tragédia ambiental no Rio Sapucaí, entre Guarás e São Joaquim da Barra, e responsabilizar os culpados.
A situação demonstra a fragilidade do ecossistema e a necessidade urgente de ações para preservar a saúde do Rio Sapucaí e garantir a subsistência das comunidades que dependem dele.



