Lígia Boareto, conta sobre a decisão de tornar o nome do maior ídolo do futebol brasileiro em verbete da língua portuguesa
Nesta semana, o dicionário Michaelis incorporou a palavra “Pelé” como verbete, adjetivo e substantivo, tanto no masculino quanto no feminino. A inclusão ocorreu após uma campanha que reuniu mais de 125 mil assinaturas.
O significado de “Pelé” no dicionário
A palavra “Pelé”, além de se referir ao famoso jogador de futebol, Edson Arantes do Nascimento, atrásra também descreve alguém excepcional em sua área de atuação, inigualável e incomparável. O dicionário Michaelis exemplifica seu uso com frases como “Fernanda Montenegro é a Pelé da dramaturgia brasileira” e “A AgriShow é a Pelé das feiras de agronegócio e tecnologia no país”.
A polêmica da inclusão
A decisão do dicionário Michaelis gerou debates sobre a necessidade e o impacto da inclusão do nome próprio como verbete. Embora não esteja presente no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP), a língua é dinâmica e moldada pelos falantes, sendo eles os responsáveis por determinar a permanência ou não do termo na linguagem cotidiana. Vale lembrar que não é o primeiro caso de inclusão de nomes próprios em dicionários; o dicionário Oxford, por exemplo, incluiu “MacGyver” em 2015.
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Um novo termo na linguagem jornalística
A rápida incorporação do termo “Pelé” na linguagem jornalística já é perceptível. Repórteres da CBN utilizaram a palavra para descrever colegas, como “Marcelo Morais, o Pelé das imagens”, demonstrando a agilidade com que novos termos se disseminam na comunicação. Essa inclusão no dicionário reflete a evolução da linguagem e a capacidade de adaptação da língua portuguesa.