Até nesta segunda-feira (18), 505 detentos e 32 funcionários testaram positivo para a doença
A Penitenciária de Franca concluiu na segunda-feira a testagem de seus 1.701 detentos, com um resultado alarmante: 505 testaram positivo para a Covid-19, quase 30% da população carcerária. O primeiro caso confirmado na unidade foi registrado em 2 de atrássto.
Isolamento e medidas de controle
Após os testes rápidos, os 505 presos infectados foram imediatamente isolados em celas dentro do próprio pavilhão, em setores separados dos detentos não contaminados. Segundo o diretor técnico da penitenciária, Walter Moreto, essa medida é crucial para evitar a propagação do vírus entre a população carcerária. Além dos presos, 32 funcionários também testaram positivo, com 11 afastados e 21 retornando ao trabalho.
Vítima fatal e preocupação com a saúde
Infelizmente, a pandemia também vitimou Paulo Roberto Santos, de 38 anos, diretor de inclusão da penitenciária, que faleceu no início do mês após quatro dias de internação. O médico da vigilância epidemiológica de Franca, Omero Rosa Junior, expressou preocupação com os altos números de infecções e destacou as estratégias implementadas em conjunto com a penitenciária para minimizar os impactos da pandemia. Apesar das medidas preventivas, o vírus entrou na unidade e se espalhou rapidamente.
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Investigação da origem e próximos passos
A origem da infecção em massa ainda é investigada. O diretor técnico aponta funcionários, advogados, oficiais de justiça e entregas de mercadorias como possíveis vetores de transmissão. Novos protocolos de higienização e descontaminação foram adotados na unidade. A União da Advocacia Brasileira (UAB) acompanha a situação e alerta as autoridades para a gravidade da situação, cobrando medidas para conter o surto e proteger a saúde dos presos e funcionários.



