Mudar de vida no início de um novo ano é um desejo comum, mas transformar planos em ações exige mais do que força de vontade. Em entrevista à CBN, a médica farmacêutica e mestre em saúde Dra. Sâmia La Corte destacou que a medicina neurocomportamental mostra como mente e corpo funcionam de forma integrada no processo de mudança de hábitos.
Segundo a especialista, o pensamento positivo influencia diretamente o comportamento e até o metabolismo. Pessoas que encaram a vida de forma pessimista tendem a ter mais dificuldade para alcançar objetivos e podem sofrer impactos físicos, como aumento do estresse e pior resposta do organismo.
“Se estamos meio pessimistas, com influências ruins, isso acaba comprometendo nossa forma de ver [o mundo], nossa energia, frequência. Então, reavaliar hábitos, reavaliar ambientes, pessoas que estão prejudicando muitas das vezes é importante para atingir os seus objetivos futuramente”, explicou.
Pequenas mudanças e rotina organizada ajudam o cérebro a se adaptar
Para quem quer começar o ano com novas metas, a recomendação é evitar excessos. Estabelecer muitas mudanças de uma vez pode gerar frustração, ansiedade e até prejudicar o sono. A médica defende o “poder do pouco”, escolhendo prioridades e implementando ajustes graduais na rotina.
O cérebro, segundo ela, precisa ser treinado para aceitar mudanças, da mesma forma que o corpo se adapta ao exercício físico. Sono de qualidade, alimentação equilibrada e atividade física regular fazem parte dos pilares da saúde e da longevidade, dentro de uma abordagem mais integral da medicina.
Leia também
Controle do estresse e gestão das emoções são fundamentais
O estresse, apontado como um dos grandes males da vida moderna, continua ativando no corpo o mecanismo de “luta ou fuga”. A diferença está em como cada pessoa reage a essas situações. Estratégias como respiração diafragmática, afastamento temporário de conflitos e reflexão antes de agir ajudam a evitar decisões impulsivas.
A médica também ressaltou a importância de reavaliar relações, ambientes e até o trabalho, sempre com equilíbrio. Nem sempre é possível mudar tudo de imediato, mas é fundamental aprender a lidar com o presente sem se colocar constantemente no papel de vítima. Emoções como medo, raiva e tristeza fazem parte da vida, mas precisam ser geridas para não comprometer a saúde mental e física.



