Cerca de 360 milhões de pessoas no mundo sofrem com algum tipo de deficiência na audição
Aproximadamente 360 milhões de pessoas em todo o mundo enfrentam algum grau de perda auditiva incapacitante, conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Contrariando a crença popular, a maioria dos afetados não é idosa, mas sim adolescentes e jovens adultos. Surpreendentemente, 32 milhões de crianças também sofrem com essa condição.
Desconhecimento e Diagnóstico Tardio
Uma pesquisa recente revelou que grande parte da população desconhece as causas, sintomas e formas de prevenção da perda auditiva. O otorrinolaringologista José Geraldo Pavan destaca que essa falta de informação dificulta o diagnóstico precoce. “É comum descobrirmos problemas de audição em pacientes que procuram atendimento por outras queixas”, afirma. Exames podem revelar perdas auditivas significativas, muitas vezes desconhecidas pelos próprios indivíduos.
Atenção à Saúde Auditiva na Infância e Juventude
Pavan ressalta a importância de crianças e jovens procurarem um especialista para um diagnóstico rápido. Problemas respiratórios, infecções de ouvido recorrentes, alergias e refluxo gastroesofágico podem afetar a audição, mesmo que a pessoa não perceba. Além disso, o rendimento escolar também pode ser um indicativo. Pais e professores devem estar atentos a dificuldades de aprendizado e distúrbios de atenção, que podem estar relacionados a problemas auditivos.
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Impacto e Tratamento
O diagnóstico tardio e a falta de tratamento adequado podem ter consequências significativas no desenvolvimento de crianças e jovens, afetando o aprendizado e a convivência social. No entanto, Pavan enfatiza que muitos casos são reversíveis com tratamento médico e fonoaudiológico. “Ao recuperarmos a audição do paciente, ele pode recuperar o tempo perdido em termos de cultura, conhecimento e linguagem”, explica.
Riscos e Prevenção
A OMS alerta que cerca de 1 bilhão de jovens em todo o mundo correm o risco de perder a audição devido ao uso excessivo de fones de ouvido em volumes altos. Em países desenvolvidos, mais de 43 milhões de pessoas entre 12 e 35 anos já sofrem de surdez. A organização estima que 50% dos jovens estão expostos a riscos pelo uso excessivo de fones e 40% pelos altos níveis de ruído em casas noturnas e bares.
A conscientização sobre a saúde auditiva e a busca por diagnóstico e tratamento precoces são fundamentais para minimizar os impactos da perda auditiva na vida das pessoas.



