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Perícia comprova que estudante ribeirão-pretana foi estuprada

Delegada do caso diz que vai relatar o inquérito e pedir prisão preventiva do acusado do crime
Perícia comprova que estudante ribeirão
Delegada do caso diz que vai relatar o inquérito e pedir prisão preventiva do acusado do crime

Delegada do caso diz que vai relatar o inquérito e pedir prisão preventiva do acusado do crime

Um laudo do Instituto Médico Legal de Ribeirão Preto confirmou o estupro de uma estudante de 14 anos, que havia sido raptada no dia 19 enquanto se dirigia à escola. A perícia também atestou a virgindade da adolescente antes da violência sexual, conforme declarações da delegada Luciana Camargo de Renesto Ruivo, titular da Delegacia de Defesa da Mulher. O exame constatou a defloração da vítima, evidenciando uma ruptura recente do hímen e confirmando a ocorrência de conjunção carnal.

Impacto Legal da Confirmação

A delegada Luciana Camargo de Renesto Ruivo ressalta que, do ponto de vista legal, a confirmação do estupro pelo laudo não altera a situação de Westerley Leifernando da Silva Araújo, de 23 anos. O suspeito, preso temporariamente e confesso, já havia sido acusado com base em seu próprio depoimento e no relato da vítima. “Para a lei, não muda grande coisa, porque o ato sexual já tinha sido caracterizado. Ele confessou, ela falou, sexual já é estupro, gente. Já está tudo certo, entendeu? O laudo é só um plus”, explicou a delegada.

A Confissão e o Arrependimento Questionável

A delegada também comentou sobre a frieza demonstrada por Westerley durante o relato do crime. “Ele foi frio o tempo todo, me contou a história como quem…”, disse. Apesar de o suspeito ter expressado arrependimento, a delegada questionou a sinceridade desse sentimento. A prisão de Westerley foi possível graças às imagens de câmeras de segurança que registraram o sequestro, facilitando a identificação e captura do suspeito pela polícia.

Repercussão das Declarações do Advogado

Após a prisão de Westerley, o advogado de defesa, Milton Paulino Pereira Jr., causou polêmica ao afirmar que “hoje em dia, meninas de 14 anos estão dando show em muita mulher de 40”. A declaração gerou indignação e foi amplamente criticada nas redes sociais. A Comissão da Mulher Advogada da UAB e o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher protocolaram uma representação pedindo investigação na Comissão de Ética da UAB. Nágila Ferraz, presidente do Conselho Municipal dos Direitos de Defesa da Mulher, explicou que a representação busca apurar se o advogado infringiu o código de ética com suas declarações.

A Defesa do Advogado e as Possíveis Consequências

O advogado Milton alegou ter sido “totalmente mal interpretado” e negou qualquer intenção de desonrar a imagem da vítima. “Jamais quis macular a honra de mulher, de quem quer que seja. Entenderam tudo errado, o que que posso fazer?”, declarou. Otávio Queiroz, coordenador da Comissão de Ética da UAB, informou que os processos são sigilosos e que, havendo indícios de infração ética, o caso será julgado pelo Tribunal de Ética. As penalidades podem variar de advertência à perda do registro profissional.

O caso segue em investigação, com a atenção voltada tanto para a responsabilização do agressor quanto para as possíveis sanções éticas ao advogado de defesa.

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