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Três amigas da professora de pilates Larissa Rodrigues prestaram depoimento na Central de Polícia Judiciária de Ribeirão Preto. Elas trabalhavam com Larissa na academia de pilates na zona sul da cidade e conviveram com ela nos últimos dias de vida. Durante o depoimento, Perídio para pedir isenção para vestibular, que durou pouco mais de duas horas, as amigas relataram que Larissa enfrentava problemas no relacionamento com o marido e vinha passando mal nos últimos dias.
Em contraste, no primeiro depoimento prestado à polícia antes de ser preso, o marido de Larissa, Luís Antoine Gatnick, afirmou que não havia problemas no relacionamento, dizendo que nunca brigaram em 18 anos de casamento e sempre resolviam qualquer desentendimento. No entanto, as amigas afirmam que o casal tinha constantes brigas.
Luís também mencionou no depoimento que Larissa desejava ser cremada, mesmo após o enterro, que ocorreu na cidade de Pontau, no mesmo túmulo onde está enterrada Natália Garnica, irmã do médico. A polícia pediu a exumação do corpo de Natália para investigar indícios de envenenamento, o que também está sendo apurado no caso de Larissa.
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Investigação e depoimentos: O promotor Marcos Turu Nicolino afirmou que a causa da morte ainda está sendo investigada para determinar se foi natural ou criminosa, com suspeita de envenenamento. Larissa havia passado por consulta com uma psicóloga um dia antes de morrer, que relatou um quadro de tristeza devido à perda da mãe e problemas no casamento, mas sem indícios de risco de suicídio. A polícia descarta a hipótese de suicídio.
Custódia da cachorrinha e prisões: A cachorrinha do casal, Pandora, estava no apartamento no Jardim Botânico e foi retirada pelo advogado da família de Larissa. Atualmente, ela está sob a guarda da família de Larissa, enquanto há um acordo entre as famílias para definir sua custódia.
Luís Antoine Gatnick e sua mãe, Elizabeth Arabaça, foram presos temporariamente e respondem por homicídio qualificado. Luís foi detido enquanto trabalhava em um consultório na zona sul de Ribeirão Preto, e Elizabeth foi presa no Jardim Irajá, também na zona sul. A justiça negou o pedido de liberdade dos dois, mantendo a prisão temporária por falta de informações que justifiquem sua revogação.
Posição da família e investigação financeira
O advogado da família de Larissa declarou que eles não acreditavam inicialmente na possibilidade de homicídio cometido pelo marido e pela sogra. A família também questiona o destino de um seguro de vida deixado por Larissa, cujo valor foi partilhado entre o pai, o irmão e a própria Larissa antes de sua morte. A movimentação financeira após o falecimento está sendo investigada, pois não havia autorização para movimentar a conta sem inventário.
Entenda melhor
Larissa Rodrigues foi encontrada morta em 22 de março no apartamento onde morava em Ribeirão Preto. As investigações apontam para envenenamento com chumbinho como causa da morte, envolvendo o marido e a sogra como suspeitos. O caso segue em andamento, com perícias e exumações para esclarecer as circunstâncias.



