Levantamento foi feito pela Fiocruz e Unifase; pesquisador Rodrigo Stabeli fala do cenário na coluna ‘Com Ciência’
Uma pesquisa recente do Observatório de Saúde na Infância, vinculado à Fiocruz Unifase, revelou dados preocupantes sobre o excesso de peso em crianças e adolescentes brasileiros. Em 2022, um em cada dez crianças e um em cada três adolescentes apresentavam sobrepeso ou obesidade.
Impacto da Pandemia e Sedentarismo
Os especialistas apontam a pandemia de Covid-19 como um fator contribuinte para esse aumento. As restrições de mobilidade e o isolamento social levaram a um aumento do sedentarismo, especialmente entre crianças e adolescentes. A redução da atividade física, combinada com hábitos alimentares pouco saudáveis, resultou em um significativo ganho de peso.
Consequências para a Saúde Pública e Soluções
Esse cenário configura um grave problema de saúde pública, com impactos que vão além do excesso de peso. O sedentarismo está associado a problemas psicológicos, como depressão, e a um aumento de doenças crônicas na vida adulta. Para reverter essa tendência, são necessárias ações em diferentes níveis: programas governamentais de incentivo à atividade física, campanhas de conscientização sobre alimentação saudável e regulamentação mais rigorosa de alimentos ultraprocessados.
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Ações Individuais e Coletivas
Pais e responsáveis têm um papel fundamental na promoção da saúde de crianças e adolescentes. Oferecer uma dieta equilibrada, rica em alimentos naturais e pobre em alimentos ultraprocessados, é crucial. Incentivar a prática regular de exercícios físicos e criar um ambiente familiar que valorize hábitos saudáveis são medidas essenciais para prevenir o excesso de peso e garantir um futuro mais saudável para as novas gerações. A combinação de ações individuais e políticas públicas eficazes é fundamental para mudar esse cenário preocupante.