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Período de seca e o consequente aumento do consumo atrapalham o fornecimento de água em Ribeirão

Reportagem da CBN ouviu relatos de moradores de várias partes da cidade que reclamam de problemas no abastecimento
escassez de água
Reportagem da CBN ouviu relatos de moradores de várias partes da cidade que reclamam de problemas no abastecimento

Reportagem da CBN ouviu relatos de moradores de várias partes da cidade que reclamam de problemas no abastecimento

A falta d’água em diversas regiões da cidade tem gerado muitas reclamações. Para entender melhor a situação, entrevistamos o secretário municipal Antônio Carlos Oliveira Júnior.

Aumento no consumo e problemas na distribuição

Segundo o secretário, o aumento no consumo de água entre julho e setembro, devido ao clima seco e à utilização de água para limpeza de quintais e calçadas, agrava o problema. Além disso, problemas técnicos, como a queima de bombas em Sumaré e Ipiranga, e a necessidade de manutenção em uma caixa de sub-afluente na Via Norte, têm afetado o abastecimento em várias áreas. Os pontos mais altos da cidade são os mais afetados pela baixa pressão, mesmo com o aquífero como fonte principal.

Limites de produção e a importância de caixas d’água

Apesar do aquífero garantir uma produção constante de 240 metros cúbicos por hora, a capacidade de extração é limitada por licenças ambientais. O secretário destaca a importância de caixas d’água adequadas para garantir o abastecimento, principalmente em comércios, pois durante a noite, com o baixo consumo, os reservatórios se enchem. Ele também enfatiza a necessidade de um consumo racional de água pela população.

Soluções e manutenção da rede

O município tem trabalhado na instalação de bombas em regiões mais altas para melhorar a distribuição. A manutenção da rede é constante, com equipes trabalhando sete dias por semana para reparar vazamentos. A população pode reportar vazamentos pelo telefone 0800-115-0615. O secretário também explica que problemas como o rompimento de encanamentos, muitas vezes causados por intervenções inadequadas da população, exigem a interrupção do abastecimento para reparo. A substituição de bombas, que duram de 1 a 3 anos, também impacta o abastecimento, e o município está em processo de licitação para aquisição de novas bombas. A falta de energia elétrica também afeta o sistema, causando paralisações e, em alguns casos, a queima de bombas.

Em resumo, a situação da falta d’água é complexa, envolvendo fatores como aumento no consumo, problemas técnicos na infraestrutura, limitações na extração de água do aquífero e a necessidade de conscientização da população quanto ao consumo consciente e a manutenção adequada de suas caixas d’água. A prefeitura trabalha ativamente na solução desses problemas, mas a colaboração de todos é fundamental.

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