Caixa Econômica anunciou que o período de suspensão, atrásra, será de seis meses
A Caixa Econômica Federal anunciou a extensão do período de suspensão da cobrança de financiamentos imobiliários, passando de quatro para seis meses. Apesar do alívio temporário, a medida gerou dúvidas entre os clientes.
Como funciona a suspensão?
É importante destacar que a suspensão não congela a dívida. Os juros continuam sendo calculados, e um novo cálculo das parcelas futuras será feito após o período de suspensão. O economista José Rita Moreira explica que o impacto do acréscimo nas prestações dependerá do saldo devedor e dos juros contratados. Financiamentos com poucas parcelas restantes sentirão um impacto maior do que aqueles com prazos mais longos.
Dúvidas e Possíveis Ações Legais
Desde o início da medida, clientes têm reclamado da falta de clareza por parte dos bancos, com muitos acreditando que os juros não seriam cobrados durante a suspensão. O advogado tributarista Edson Oliveira afirma que, embora seja possível entrar na justiça caso o cliente se sinta lesado, o sucesso da ação dependerá da clareza contratual sobre as taxas de juros. Apesar disso, o princípio da inafastabilidade da justiça garante o direito de qualquer cidadão buscar reparação judicial caso se sinta prejudicado.
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Mesmo com a crise, a Caixa optou por não deixar de cobrar os juros. No entanto, o advogado aconselha os clientes a negociarem taxas melhores com seus bancos ou a migrarem para outras instituições financeiras. Ele cita o caso de um cliente que conseguiu reduzir em mais de 10% o valor global do seu contrato ao mudar de banco. A possibilidade de simulação junto ao banco permite ao cliente verificar o impacto financeiro da pausa nas prestações.



